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sexta-feira, 12 de março de 2010

Ouço


As vezes penso ouvir meu nome, naqueles sons irreconhecíveis. Daqueles suaves como se foce uma voz doce que ninguém ouve, nem presta atenção. Como se alguém me chamasse de longe, e pedisse pra prestar mais atenção nas vozes...
As vezes me assusto quando ouço meu nome, é normal para aquelas pessoas que não tem nada haver com o nome que receberam! Quando ouço meu nome com aquela voz doce que não existe. É quando tenho certeza que ele não tem nada haver comigo, mas de algum jeito é reconfortante.
Dês de pequena, não sei se porque quis ou por ser inevitável, sempre me dei um nome diferente. Um que se encaixava em mim, e que não assustava quando dito alto e claro. Pois que aquele era quem eu queria ser quando me imaginava no futuro, e hoje estou eu aqui, com o mesmo nome, mesmo significado, mesmo ambiente. Ouvindo todo dia me chamarem e reconhecerem por todo aquilo que não sou. Mas aquela voz me conforta.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Repetições


Exercitando meu egoismo, com olhos secos e doloridos. Vi que alem de "tal" sou frágil e inquieta.
Dessas que se o vento vem e derruba, morre, renasce e grita! Diz coisas tão concretas quando desnecessário, e quando se explica, só sai groselha.
Descobri que exercitando meu egoismo, fiz de mim mais do que sou ou pareço.
E é desse exercício, que se fez a fragilidade.
Hoje depois de tudo que acontece, respiro pouco e gasto oxigênio com bobagens. Do tipo que depois de um tempo passa. E oque estava antes de respirar, já não é visto do mesmo jeito.
Percebi que me exercitando, ficando frágil e inquieta. Não adianto nem volto, e aquela respiração continua pouca e frustrante. Por maior que seja a quantidade, sempre arrumo problema e o resolvo, mesmo desnecessário.
A menina frágil e inquieta, quando doente não presta atenção nas coisas. E vem o vento, a derruba e ri. Enquanto ela respira, levanta, e repete todos os passos.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Doente D:

Meus pensamentos perderam a atenção.
A dor prevaleceu.
Dor concreta que se cura com remédio e atenção.
Pobres deles, perderam a atenção pra dor!
E me fizeram mudar de ideia em relação a mim...
- Só falaram comigo porque tinha cara de doente, e não sabiam que eu falo de mais!

Amanhã não falaram mais, quem fala sou eu. E meus pensamentos terram a atenção devida depois. Quando curar a coriza e eu não pensar mais em como chegar na cama.

Engraçado... Quando não posso falar todo mundo quer ouvir ! :3
De que vale guardar tanto segredo, se ninguém se interessa por tudo o que você pensa ter de melhor nessa vida? É só mais um dia comum! Em que o céu desaba, e estrelas de lata ferem nossas mãos, é só outra ambição. À ser cultivada e depois destroçada. É só outra ilusão. Me diz pra que então!? Pensar não ser água e tentar inflamar nossos corpos em vão. Me diz qual a razão, de cultivar a estrada quando sei que nada nasce de nossas mãos?!~ ♪

Um dia comum, Dance of Days

terça-feira, 9 de março de 2010

Hoje.

Chego da escola, cansada, o peso de duas horas de ônibus nas costas, nos braços, pernas cabelo e roupa. Sem contar aquele peso da escola.
Me jogo na cama da minha mãe...

Mãe| - Filha como foi a escola?

Eu| - Uma merda!

Mãe| - Não diz isso menina!

Eu| - Então por que perguntou, se não queria a resposta!?

... Silencio...

Mãe| Isso é normal, você se acostuma.

Eu| - Não me acostumo não, me recuso a me acostumar com oque não me faz bem. Aguento, mas não me acostumei, nem vou acostumar!

... Silencio...

E o silencio continua.

Amo estudar| Odeio a escola!
Dia cansativamente confuso!
Não senti angustia nenhuma, só a ausência angustiante de que algo ia dar errado... E deu, mas já havia gastado minha cota de preocupação de hoje. Então permaneci estática.

domingo, 7 de março de 2010

Ela


Quando pequena via ela como uma boneca, gostava de dizer oque ela devia vestir e quase sempre me vestia igual.
Hoje em dia ainda visto ela, ela pede minha opinião como se pedisse a de um especialista. E se especializou em mim.
Não importa se for pouco, se tiver algo errado ela descobre. Fica quieta mas sabe, vê as lagrimas antes que se formem. E se sente mal, mesmo me fazendo mais ainda.
Nesses dias de chatices, sinto angustia por ela!
Medo de que tudo aquilo que me fez mal, faça a ela pior. E se isso acontecer jamais me perdoarei, mesmo não dependendo de mim. Só o fato de saber que ela, é a melhor de nós duas. Já odeio a tudo e todos quando vejo que ela não esta feliz. Sempre quis que ela foce melhor, e ela é!