Fazia tempo, e de tudo que o tempo fez, esse se foi mais, e não para.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Queda livre.
Isso, é uma das poucas coisas, que não me importo com o maleficio latente, irresponsável mas não é obrigatório. Vem de livre e espontânea vontade, a boca é minha calo se eu quiser, e não quero. Deixo qualquer um, abandono você, abandono ele, mas não deixo isso. Eu não deixaria isso pra traz, quaisquer que forem as consequências. Se me torturarem, anda terei isso, se me abandonarem, ainda terei isso. Se me machucarem, terei mais disso do que dor.. E se o mar vier, prendo a respiração, sacrifico qualquer coisa, sacrifico qualquer um. Depois deixo um pouco que compensa. É aqui que encontro coerência no arrepio, não desperdiçaria por nada, muitos procuram por isso a vida inteira.
A fonte nunca vai secar, nunca vai faltar mar. Se o mar vier, me prendo nessa certeza.
Eu que me renovo, quebradiça, nunca a cada dia, mas o suficiente. Então nunca vai faltar caquinhos. E eu nunca vou deixar de junta-los, nem por mim, nem pela minha vida.
A fonte nunca vai secar, nunca vai faltar mar. Se o mar vier, me prendo nessa certeza.
Eu que me renovo, quebradiça, nunca a cada dia, mas o suficiente. Então nunca vai faltar caquinhos. E eu nunca vou deixar de junta-los, nem por mim, nem pela minha vida.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
21
Eu tinha esperanças, de verdade. Esperanças de
que alguem fosse capas de acertar alguma coisa, uma coisa grande, muito tempo depois. Sem
segunda opiniões e sem "poréns", eu tinha esperanças de que de tantas
coisas que morreram antes deu nascer, tantas coisas quem eu não tive a oportunidade de ver acontecer, e que no fim era mentira. Tinha esperanças de que isso fosse verdade, ao menos isso, ao menos o fim.
Tudo é tão alheio a quem eu sou, tudo "outra coisa" outra energia. Tudo é tão " você não faz sentido" que tinha esperanças de que acontecesse. E de que um dia no futuro, uma pequena parte do que eu digo, estivesse certa, mesmo que só em um pequeno território, mesmo que só algum dia.
É frustrante, tanta coisa errada ser tão natural. Tinha esperanças na natureza; mas o sol nasceu no dia 21.
(21/12/12)
Tudo é tão alheio a quem eu sou, tudo "outra coisa" outra energia. Tudo é tão " você não faz sentido" que tinha esperanças de que acontecesse. E de que um dia no futuro, uma pequena parte do que eu digo, estivesse certa, mesmo que só em um pequeno território, mesmo que só algum dia.
É frustrante, tanta coisa errada ser tão natural. Tinha esperanças na natureza; mas o sol nasceu no dia 21.
(21/12/12)
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Delirei - Nove
Não acredito em inferno, não é possível uma eternidade de sofrimento. Você pode sim, prender bilhões de pessoas num lugar escuro; causar dores inimagináveis. Arrancar partes invisíveis da alma, torturar a dor da tortura e a esperança da dor. Mas as pessoas se acostumam, se acostumam com qualquer coisa, se adaptam a vida inteira. Depois de um ano ou dois é rotina, é parte de quem você é.
Acostumar-se é da natureza humana; você começa se acostumando com a natureza, depois com a humanidade. E se te tirarem a morte, qualquer um pode ser invencível, de tanto se adaptar.
Acostumar-se é da natureza humana; você começa se acostumando com a natureza, depois com a humanidade. E se te tirarem a morte, qualquer um pode ser invencível, de tanto se adaptar.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Semáforo
Eu vi, minha carne esmagada no chão, vi meus ossos abertos, meus tendões a mostra. Vi meu sangue tomar a avenida, meus dentes espalhados entre os pneus. Meu coração jorrando líquidos, meu cranio perdido entre os carros:
Vi cicatrizar, toda e qualquer abertura, costurei pelo meio-fio.
Mas o sangue, que inundou a rua, continua correndo em minhas veias.
Ainda posso sentir o asfalto, ainda sinto o cheiro da borracha, ainda espero abrir o farol. A vida inteira.
Vi cicatrizar, toda e qualquer abertura, costurei pelo meio-fio.
Mas o sangue, que inundou a rua, continua correndo em minhas veias.
Ainda posso sentir o asfalto, ainda sinto o cheiro da borracha, ainda espero abrir o farol. A vida inteira.
-
.-.,
cansaço,
fim,
internamente,
não faz sentido
Visão Periférica
As coisas morrem, todo os dias, o tempo inteiro. Coisas nascem também, toda hora, nem sempre é facil perceber a vida. Mas a morte é sempre escancarada, é sempre visível de algum angulo.
Existem nascimentos invisíveis, ocultos, que só quem nasce sabe do milagre. Só quem acontece, sabe da magica de existir de repente. Esses nascimentos são na maioria privados, ninguém viu, ninguém vai ver crescer, só quem nasceu. Mas as coisas morrem, até as coisas invisíveis morrem. Todo mundo vê quando ocorre. As vezes é assustador ver, uma coisa você nem sabia que existia, morrer. As vezes eu só percebo certas coisas, depois de mortas!
Existem nascimentos invisíveis, ocultos, que só quem nasce sabe do milagre. Só quem acontece, sabe da magica de existir de repente. Esses nascimentos são na maioria privados, ninguém viu, ninguém vai ver crescer, só quem nasceu. Mas as coisas morrem, até as coisas invisíveis morrem. Todo mundo vê quando ocorre. As vezes é assustador ver, uma coisa você nem sabia que existia, morrer. As vezes eu só percebo certas coisas, depois de mortas!
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Delirei - Sete
Quando quero mentir eu minto, quando eu quero falar a verdade eu falo!
Sofro as consequências mas não me escondo, nem relevo "meios". E ai de quem, pensa que me conhece em cinco minutos, duas horas, quatro semanas. Não me resumo em meia convivência, não me determina meia impressão.
Quando eu quero mentir eu minto, quando eu quero falar a verdade eu falo!
Tudo que tem de pequeno em mim, é inteiro, corajoso e escancarado, de grande também.
Meio insulto pra mim, não merece nem meia magoa.
Meia covardia, não me aflora meia revolta.
Se um dia tiver de ser covarde, vai ser ao todo também, covarde até os ossos.
Já um pedaço de critica, não chega a metade do caminho.
O que vem em "meio" não me atinge, hahaha.
Não recebo indiretas, não transbordo meias revoltas, não interpreto meios termos.
Mas me incomoda muito, inteira, uma meia tentativa de dizer que estou "alguma coisa", com base em algum meio conceito. Se meia conclusão te basta, ao menos diga as coisas por inteiro, diga completamente!
Sou hipócrita, hipócrita até os ossos.
Sofro as consequências mas não me escondo, nem relevo "meios". E ai de quem, pensa que me conhece em cinco minutos, duas horas, quatro semanas. Não me resumo em meia convivência, não me determina meia impressão.
Quando eu quero mentir eu minto, quando eu quero falar a verdade eu falo!
Tudo que tem de pequeno em mim, é inteiro, corajoso e escancarado, de grande também.
Meio insulto pra mim, não merece nem meia magoa.
Meia covardia, não me aflora meia revolta.
Se um dia tiver de ser covarde, vai ser ao todo também, covarde até os ossos.
Já um pedaço de critica, não chega a metade do caminho.
O que vem em "meio" não me atinge, hahaha.
Não recebo indiretas, não transbordo meias revoltas, não interpreto meios termos.
Mas me incomoda muito, inteira, uma meia tentativa de dizer que estou "alguma coisa", com base em algum meio conceito. Se meia conclusão te basta, ao menos diga as coisas por inteiro, diga completamente!
Sou hipócrita, hipócrita até os ossos.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Fé
- Se você praticar com muita dedicação, vai ficar perfeito.
- Quero ser você quando eu crescer.
- Então levante a pratique, até você sumir, você é tão linda, mas tende sumir.
- Não posso ficar aqui com você? Não gosto de ficar sozinha!
- Você nunca vai estar sozinha meu amor, eu nunca vou deixar de ser você, acho que isso é até impossível; besteira da sua cabeça. Continue praticando, um dia você vai estar perfeita. Vai ter o sorriso mas lindo do mundo!
- Mas qual é o preço? Você me disse aquele dia, que tudo tem um preço, ainda mais as coisas boas.
- O preço e você deixar de existir, meu amor.
- Deixar de existir doí?
- Doí aos poucos.
- Não quero sentir dor...
- Isso não depende de mim, infelizmente.
- Posso ficar com você, até sumir?
- Só se prometer que vai praticar...
- Mas eu não quero ficar sozinha, e não quero te deixar sozinha.
- Você nunca vai estar, meu amor, eu nunca vou estar. Nunca deixei de ser você, sempre teremos uma a outra, pratique.
- Quando era pequena, o você que queria ser? O que pensou que seria hoje?
- Não tinha ideia de que duraria tanto tempo, nem que você estaria aqui, pensei que nem chegaria a ser eu, mas fui e deveria ter praticado. Pratique.
- Onde você vai estar quando eu crescer?
- Aqui também, eu acho, nunca deixei de ser você.
- Onde eu vou estar quando eu crescer?
- Onde você quer estar, quando crescer?
- Em qual quer lugar, menos aqui.
- Pois então pratique, não quero te dar mas noticias...
- Porque não praticou seu sorriso?
- Pensei que estaria em outro lugar, e que não ia precisar.
- Precisou?
- Sim.
- Eu vou precisar?
- Vai.
- Me ajuda a praticar?
- Só se você prometer que vai sumir...
- Eu prometo.
- Quero ser você quando eu crescer.
- Então levante a pratique, até você sumir, você é tão linda, mas tende sumir.
- Não posso ficar aqui com você? Não gosto de ficar sozinha!
- Você nunca vai estar sozinha meu amor, eu nunca vou deixar de ser você, acho que isso é até impossível; besteira da sua cabeça. Continue praticando, um dia você vai estar perfeita. Vai ter o sorriso mas lindo do mundo!
- Mas qual é o preço? Você me disse aquele dia, que tudo tem um preço, ainda mais as coisas boas.
- O preço e você deixar de existir, meu amor.
- Deixar de existir doí?
- Doí aos poucos.
- Não quero sentir dor...
- Isso não depende de mim, infelizmente.
- Posso ficar com você, até sumir?
- Só se prometer que vai praticar...
- Mas eu não quero ficar sozinha, e não quero te deixar sozinha.
- Você nunca vai estar, meu amor, eu nunca vou estar. Nunca deixei de ser você, sempre teremos uma a outra, pratique.
- Quando era pequena, o você que queria ser? O que pensou que seria hoje?
- Não tinha ideia de que duraria tanto tempo, nem que você estaria aqui, pensei que nem chegaria a ser eu, mas fui e deveria ter praticado. Pratique.
- Onde você vai estar quando eu crescer?
- Aqui também, eu acho, nunca deixei de ser você.
- Onde eu vou estar quando eu crescer?
- Onde você quer estar, quando crescer?
- Em qual quer lugar, menos aqui.
- Pois então pratique, não quero te dar mas noticias...
- Porque não praticou seu sorriso?
- Pensei que estaria em outro lugar, e que não ia precisar.
- Precisou?
- Sim.
- Eu vou precisar?
- Vai.
- Me ajuda a praticar?
- Só se você prometer que vai sumir...
- Eu prometo.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Delirei - Cinco
Prestes a cometer meu erro mais inimigo. Aquele que eu cometi a
vida quase toda, basicamente sou eu; deixar de dizer as coisas, com medo
das pessoas entenderem errado... Dai então: foda-se. A responsabilidade
não é minha, segura o teu B.O, quem pariu Mateus que o embale. Não vou
prometer nada dessa vez. Mas quero deixar registrado, que o ar que você
respira é problema seu. E eu, não vou mais me justificar pelos erros
alheios de interpretação. Sem isolamentos, só uma insatisfação
permanente e alheia; que não me pertence. Deixar de dizer nunca
esclareceu nada. rs
Então vou falar, e você que se vire com o que conseguir processar.
Sou complicada de mais, pra acharem que olhos muito mal treinados, possam ler minha mente. Pior ainda, pensar que meus pensamentos transbordam à minha pele. Pensamentos não são imagens, não são letras. Meus pensamentos então?! São uma coisa espeça, lodosa, empedrada. Estão longe de qualquer coisa que você possa imaginar. E se for pra eu ser alguma coisa, sou o que eu penso e que posso decidir se mostro ou não. De resto se vira!
Então vou falar, e você que se vire com o que conseguir processar.
Sou complicada de mais, pra acharem que olhos muito mal treinados, possam ler minha mente. Pior ainda, pensar que meus pensamentos transbordam à minha pele. Pensamentos não são imagens, não são letras. Meus pensamentos então?! São uma coisa espeça, lodosa, empedrada. Estão longe de qualquer coisa que você possa imaginar. E se for pra eu ser alguma coisa, sou o que eu penso e que posso decidir se mostro ou não. De resto se vira!
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Rainha do Drama, Segurança Nacional.
Não posso me cansar de esconderijos. Se eu me cansar eu abandono e se eu abandonar fico exposta , fico vulnerável.
Já fiz sacrifícios tremendos pra me manter onde estou , não quero que meus encobrimentos sejam sacrificados também, esses que sempre me foram tão leais. Nos dias mais difíceis, as mentiras pequenas que basificam minha permanência no comando. E sem esse comando, não posso dizer que sou dona do que faço, do que penso. Assim, se mais algum revoltoso viesse à tona, minhas defesas estariam neutralizadas, o meu fim.
Prolongo as pernas das minhas mentiras, só minto quando tenho que falar a verdade, dai substituo por alguma historia das minhas, falsas. Mas mantenho as verdadeiras em segurança; num caso de emergência extrema, verdades ajudam a ganhar tempo.
Já fiz sacrifícios tremendos pra me manter onde estou , não quero que meus encobrimentos sejam sacrificados também, esses que sempre me foram tão leais. Nos dias mais difíceis, as mentiras pequenas que basificam minha permanência no comando. E sem esse comando, não posso dizer que sou dona do que faço, do que penso. Assim, se mais algum revoltoso viesse à tona, minhas defesas estariam neutralizadas, o meu fim.
Prolongo as pernas das minhas mentiras, só minto quando tenho que falar a verdade, dai substituo por alguma historia das minhas, falsas. Mas mantenho as verdadeiras em segurança; num caso de emergência extrema, verdades ajudam a ganhar tempo.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
E se um dia me veres chorando
Partindo de dor
Como uma pobre coisa desgraçada
Como uma triste flor esmigalhada entre seus dedos
Meu amor, não enxugues o meu pranto:
Ri, ri teu sorriso de ouro!
Sacode tua vida como um guizo sobre a minha
E então deixe-me só
Fingindo que é de alegria que eu estou chorando
Filipe Catto, Ascendente em câncer.
Partindo de dor
Como uma pobre coisa desgraçada
Como uma triste flor esmigalhada entre seus dedos
Meu amor, não enxugues o meu pranto:
Ri, ri teu sorriso de ouro!
Sacode tua vida como um guizo sobre a minha
E então deixe-me só
Fingindo que é de alegria que eu estou chorando
Filipe Catto, Ascendente em câncer.
domingo, 11 de novembro de 2012
Bigorna
A tristeza é o sentimento mais persistente que eu conheci, admiro sua determinação. Nunca me deixou completamente.
Casaria com qualquer olhar triste, qualquer sorriso conformado; eles sempre voltam pra mim.
Tal o romantismo da tristeza, que qualquer palavra moribunda, me faria a mulher mais sortuda do mundo. O sentimento mais honrado que eu conheci, sempre me foi plena a tristeza. Sempre tira o melhor de mim e cumpre o prometido. Não tem decepção na melancolia, você espera paralisia, e é oque ela da. Sem pedir nada em troca.
Me arrancou os mais lindos sorrisos que me lembro. Nunca houve tristeza que não me obrigasse a sorrir, se não sorrir eu morro.
Casaria com qualquer olhar triste, qualquer sorriso conformado; eles sempre voltam pra mim.
Tal o romantismo da tristeza, que qualquer palavra moribunda, me faria a mulher mais sortuda do mundo. O sentimento mais honrado que eu conheci, sempre me foi plena a tristeza. Sempre tira o melhor de mim e cumpre o prometido. Não tem decepção na melancolia, você espera paralisia, e é oque ela da. Sem pedir nada em troca.Me arrancou os mais lindos sorrisos que me lembro. Nunca houve tristeza que não me obrigasse a sorrir, se não sorrir eu morro.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Saint-tropez
Era um garoto de sorriso fácil, era a coisa mais valiosa que ele tinha à oferecer. Com seus segredos, suas restrições, sorria com a maior espontaneidade do mundo. Uma conversa bem rasa; nome, outro segredo, e um outro sorriso largo. Como se tivesse nascido pra sorrir.
Olhares rodeavam os dois garotos, cruzar as pernas, descruzar as pernas. Como se estivessem alheios ao resto do grupo. Assumindo a obrigação de ter um mundo privado. Como se comunicassem com sorrisos. Uma conversa difícil e um sorriso fácil. Uma resposta tímida, escondida, palavras curtas e sorriso largos. Um piscar de olhos lento, sonolento e sedutor. Vira a cabeça pra um lado, pro outro. E mais sorriso, mais segredos, mais olhares. Um beijo, outras noites.
Olhares rodeavam os dois garotos, cruzar as pernas, descruzar as pernas. Como se estivessem alheios ao resto do grupo. Assumindo a obrigação de ter um mundo privado. Como se comunicassem com sorrisos. Uma conversa difícil e um sorriso fácil. Uma resposta tímida, escondida, palavras curtas e sorriso largos. Um piscar de olhos lento, sonolento e sedutor. Vira a cabeça pra um lado, pro outro. E mais sorriso, mais segredos, mais olhares. Um beijo, outras noites.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Pelicula
E agora?
Limitar a informação. Tenho que me proteger.
Ele só quer descobrir quem sou, pra saber as armas que vai usar.
Logo eu, que gosto de falar de mim e não suporto barrar palavras. Nunca soube filtrar as intenções. Logo eu, que fui eu a vida inteira. Desde que descobri quem eu era.
Eu fui quem eu descobri.
Limitar a informação. Tenho que me proteger.
Ele só quer descobrir quem sou, pra saber as armas que vai usar.
Logo eu, que gosto de falar de mim e não suporto barrar palavras. Nunca soube filtrar as intenções. Logo eu, que fui eu a vida inteira. Desde que descobri quem eu era.
Eu fui quem eu descobri.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Rainha do Drama, Serviço Secreto
Há tantos pensamentos em mim e estava doendo tanto.
Como um corpo estranho; expulsei, exorcizei de mim, meu coração. Meu coração ficou doente. Não aguentou meus segredos, minhas repressões e tudo desconsolo que escondi. Adoeceu, porque não soube ignorar. Ele não foi forte o bastante, não aguentou esquecer e fugir, ele não aguentou mais um não. Ele queria enfrentar! Não me deixou escolha.
- Não se preocupem, mandei um especialista à imprensa, ele vai confirmar a morte natural.- não foi morte natural.- mandei o especialista dizer, eles não vão contestar o especialista.
Ele tentou me destruir, meu coração, meus sentimentos me traíram. Tentei calar, e eles me traíram. Se rebelaram contra mim. Escorreram pelo rosto. Por isso quis expurgar meu coração. Sem direito a exílio. Expulsar desse mundo onde não tem lugar pra ele. Meu mundo não tem lugar pra ele!
Não tem lugar pra mais nada alem de mim, nada alem dos meus segredos e minhas repressões. Tenho sempre tanta transformação, tantas coisinhas pequenas crescendo. Não tem lugar pra ele! Foi duro saber disso desde cedo. Coração é um lugar tão espaçoso; se deixasse lugar vago, se encheria de medo, nada em mim merece medo. Então reprimi tudo que havia pra se preencher; qualquer coisa que pudesse virar medo. Pelo bem de tudo que há em mim. Não me arrependo, pois se continuasse com o coração, mesmo preso, acorrentado. Ele viraria medo eu sinto; tudo em mim clama por medo, seria o fim do meu império. Não tive escolha, não tive escolha, não tenho escolha, não tenho medo...
Como um corpo estranho; expulsei, exorcizei de mim, meu coração. Meu coração ficou doente. Não aguentou meus segredos, minhas repressões e tudo desconsolo que escondi. Adoeceu, porque não soube ignorar. Ele não foi forte o bastante, não aguentou esquecer e fugir, ele não aguentou mais um não. Ele queria enfrentar! Não me deixou escolha.
- Não se preocupem, mandei um especialista à imprensa, ele vai confirmar a morte natural.- não foi morte natural.- mandei o especialista dizer, eles não vão contestar o especialista.
Ele tentou me destruir, meu coração, meus sentimentos me traíram. Tentei calar, e eles me traíram. Se rebelaram contra mim. Escorreram pelo rosto. Por isso quis expurgar meu coração. Sem direito a exílio. Expulsar desse mundo onde não tem lugar pra ele. Meu mundo não tem lugar pra ele!
Não tem lugar pra mais nada alem de mim, nada alem dos meus segredos e minhas repressões. Tenho sempre tanta transformação, tantas coisinhas pequenas crescendo. Não tem lugar pra ele! Foi duro saber disso desde cedo. Coração é um lugar tão espaçoso; se deixasse lugar vago, se encheria de medo, nada em mim merece medo. Então reprimi tudo que havia pra se preencher; qualquer coisa que pudesse virar medo. Pelo bem de tudo que há em mim. Não me arrependo, pois se continuasse com o coração, mesmo preso, acorrentado. Ele viraria medo eu sinto; tudo em mim clama por medo, seria o fim do meu império. Não tive escolha, não tive escolha, não tenho escolha, não tenho medo...
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Entre estações
E eu me cansando de coisas que nem sei se estavam lá. Sendo ferida por forças invisíveis. Dividindo meu coração por zero.
Queria uma briza agora, uma briza no meio do quarto. Um outono em plena primavera.
Nunca tive primavera nem flor, jamais esverdeei um caule. E o inverno é só um pedaço de chão frio contra um corpo quente. Depois vem os copos d'água, seguidos de uma onda de calor que vem de algum norte. Choques térmicos e chuvas de verão, entre os dois; sem muito porque lamentar.
Queria uma briza agora, uma briza no meio do quarto. Um outono em plena primavera.
Nunca tive primavera nem flor, jamais esverdeei um caule. E o inverno é só um pedaço de chão frio contra um corpo quente. Depois vem os copos d'água, seguidos de uma onda de calor que vem de algum norte. Choques térmicos e chuvas de verão, entre os dois; sem muito porque lamentar.
domingo, 30 de setembro de 2012
Não me recomendo.
Inventora de empecilhos, cultivadora de magoas, não me recomendo nem ao meu pior inimigo. Não me confio sozinha nos pensamentos de ninguém, não me suporto a noite, nem dia, nem no fim dos tempos. Eu acabaria com todo tempo que visse pela frente, todo. Toda hora que enfrentasse, acabaria de uma vez. Todo pensamento sombrio eu alimentaria, com carne crua, sem chances de defesa, e o pobre pensamento, envenenado, pereceria também em minhas mãos pessimistas. De quem não desenvolve nada, se enxergar a minima chance de dar errado, se estiver cercados de erros. Quando há, uma minima, diminuta, chance de ser desperdiçado, o tempo que eu poderia derrotar.
sábado, 1 de setembro de 2012
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Coleção
Eu tenho medo de escrever seu nome e isso se tornar real. Medo de te
nomear errado e depois de um tempo tudo parecer tão obvio, tão ilusório,
que a queda vai ser o melhor da viagem. Misturar as coisas é perigoso. Você só vai existir plenamente,
se eu admitir que é verdade, tudo isso que sempre tenho na minha cabeça.
Como aqueles truques de magica, com todo aquele brilho e
fantasia circense, tiradas de um potinho de purpurina. E eu, sonhadora feita de '"se fosse
verdade?" cega de esperança; acabo inventando alguem que não existe. Juntando com as outras coisas, alguem que vai acabar com meus sonhos, e só eu vou sofrer calada. Sozinha, porque você nunca me deu sinal nenhum, não fabricou nenhum entendimento. E me
manteve essas dores de delírio. Porque assim eu desejei, assim eu
fabriquei pra mim, em escala industrial. Não deixei desejo algum, vazar do meu olhar. Não permiti
impregnar nenhum de nós dois, fingindo que não me convenço a te querer,
depois nego que te quero. Em quanto isso, vou te colocar no fictício; e
era uma vez; e se foram as chances, e ficaram os botões em pedaços...
Assinar:
Postagens (Atom)




