Seu amor me abriu um portal pra outros mundos, que se fechou buraco negro.
Me deu um sexto sentido que gangrenou e caiu, deixando dores e febres de um membro fantasma.
Seu amor me levou aos céus e me soltou em queda livre.
Me aqueceu do frio e me queimou, quebrou correntes, ossos, desfez ligamentos.
E eu vi o mundo por meio dos seus olhos e era lindo, me vi através dos seus olhos e era pouco.
Hoje todas as dores que sinto me lembram você e em todos os olhares que cruzo te procuro.
Quando encontro fujo.
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Se existisse uma maneira de voltar, eu voltaria, não por você, mas por mim.
Pelos sonhos que tinha e pela imensidão de sentimento que carregava comigo e que fui obrigada a despejar pelos cantos, esperando que desse frutos. Feijões mágicos à porcos sem tato, comeram, sugaram e a carcaça vazia dispensada. É isso que a vida é, você é o que você tem pra oferecer e depois não é nada frente a demanda.
A dor não compensa de nenhuma forma, o amor é só o amor, sem entrelinhas e sem compensações, o amor não compensa.
E se houvesse uma maneira de voltar, eu voltaria, não por você, não por amor. Mas pra não amar você nem por um minuto, voltaria pra não derramar o sangue que derramei e não arrancar a carne que arranquei e não gastar o tempo que perdi, pra não ser mais carcaça meu amor. Porque frustração foi a única coisa que eu senti no processo e frustração não compensa!
Pelos sonhos que tinha e pela imensidão de sentimento que carregava comigo e que fui obrigada a despejar pelos cantos, esperando que desse frutos. Feijões mágicos à porcos sem tato, comeram, sugaram e a carcaça vazia dispensada. É isso que a vida é, você é o que você tem pra oferecer e depois não é nada frente a demanda.
A dor não compensa de nenhuma forma, o amor é só o amor, sem entrelinhas e sem compensações, o amor não compensa.
E se houvesse uma maneira de voltar, eu voltaria, não por você, não por amor. Mas pra não amar você nem por um minuto, voltaria pra não derramar o sangue que derramei e não arrancar a carne que arranquei e não gastar o tempo que perdi, pra não ser mais carcaça meu amor. Porque frustração foi a única coisa que eu senti no processo e frustração não compensa!
-
.-.,
amor,
cansaço,
desabafo,
espontâneo
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Crescer sempre foi perder e descobrir; coisas, vontades, sensações.
Saber até onde se aguenta ou até quando se deve espera por algo é sinal de maturidade, para mim foi importante descobrir até onde eu consigo ir. E foi decisivo estar entre tantas promessas não compridas desde cedo. Eu cresci em meio a promessas que nunca se cumpririam pra mim, regras normais que nunca se cumpririam, por eu ser quem eu sou. Sei lidar com decepções, sei reconhecer uma mentira e sei exatamente em que ponto uma fantasia vai ruir.
Eu cresci tanto e perdi tanto que deixei de ser quem eu era, sai da vida, perdi.
Vejo ela pelo lado de fora desde que cresci.
Ver e saber quando as mentiras acabam é uma das poucas vantagens que se tem olhando a vida de fora das normas e das regras, por ter uma existência deformada e distorcida.
A cronologia da minha vida foi desviada e eu deixei de ser menina pra ser outra coisa, eu deixei de ser gente pra ser uma coisa sem nome e ver a vida pelo lado de fora.
Uma coisa sem nome não consegue viver num mundo regrado pra "gente", as regras de "gente" não se aplicam, os sentimentos não funcionam como deveriam e eu tenho que me adaptar, eu tive que criar alguém. Alguém destinado a ruir e assistir tudo do lado de fora.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Hiperativo
Que toda voz, ouça.
Que toda imagem, veja.
Que toda textura, cinta.
Que todos que forem, sejam.Que toda imagem, veja.
Que toda textura, cinta.
Que todos que perdem, tenham
amem, vivam e queiram
de novo e de novo.
E que todos que querem, consigam.
Que todos que devem, façam.
Os que amam,
ouçam, vejam,
sintam, sejam,
percam, vivam e morram,
morram de amor um pelo outro.
Para que não morram em si mesmos.
Tem coisas que eu acho que só vou dizer no meu leito de morte, sob a
promessa do fim e do silencio, e que sei que quem deveria não ouvira. Eu sei que quando eu morrer, vou deixar uma serie de mal entendidos e
lacunas, um amontado de assuntos inacabados, meu amor. De frases que não
terminei. E mensagens que não enviei, fica o registro: você foi o único
céu que eu conheci.
sábado, 11 de abril de 2015
antes de dormir
se eu encontrasse 1% de você em outras pessoas
eu sairia 2000 dias
conheceria 1000 pessoas
me entregaria 500 vezes
beijaria 300 lábios
Mas você é um quebra-cabeças de uma única peça e esta inteiro
e esta completo
sou eu quem me despedaço.
eu sairia 2000 dias
conheceria 1000 pessoas
me entregaria 500 vezes
beijaria 300 lábios
Mas você é um quebra-cabeças de uma única peça e esta inteiro
e esta completo
sou eu quem me despedaço.
sábado, 14 de março de 2015
Eu queria ter o que dizer, queria ser relevante eu acho, talvez só isso. Só fazer alguma diferença, ter o que falar, poder olhar nos seu olhos e ver alguma reação, algum desconforto alguma perda. Eu me sinto quebrando mil promessas agora, me sinto perdida a muito tempo, como se não tivesse lugar no mundo,como se não fosse bem vinda à vida. Me conformei no deserto e prometi mil vezes não olhar para os lados. Mas olhei e vi o quanto era irrelevante, vi que da tentativa de não me ferir, acabei com inomináveis cicatrizes invisíveis, irreparáveis danos na minha percepção da vida. Eu nasci morta no fim das contas e vim ao mundo só pra confirmar o que todo o cosmos já sabia. E a confirmação maior veio dos seus olhos que não me disseram nada nisso que me tornei.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Eu sou tão pequena meu amor, menor que a sua consideração por mim, menor do que o numero de vezes que você realmente sentiu minha falta, que a frequência que você pensou em mim, menor do que o numero de desculpas que você me pediu depois de me diminuir.
Eu sou tão pequena que evito me olhar no espelho, evito dizer meu nome em voz alta, e sussurro sozinha pelos cantos que sou pequena que não fui o suficiente pra ser alguém. Um pequeno grão de chumbo que o veto não leva. Você pode dizer varias vezes, que o que eu sinto não é grande o bastante, que o que eu digo não é verdadeiro, mas meu amor nunca foi pequeno, meu coração nunca foi pequeno, minha gratidão nunca foi pequena meu senso de justiça nunca foi pequeno muito menos meus espírito meu amor. E mesmo que você pense em mim como um pequeno erro irrelevante. Nesse pouco tempo eu estive grande.
Em meus olhos grandes, no grande esforço que coloco em meus objetivos, e no grande sorriso que me permito dar, vejo a pequena ansiando o momento de simplesmente desaparecer sem fazer falta, por ser uma coisa tão pouca, a ponto de não ser lembrada. Para dar lugar a uma mulher grande, forte e claramente determinada a nunca mais ser pequena.
Eu sou tão pequena que evito me olhar no espelho, evito dizer meu nome em voz alta, e sussurro sozinha pelos cantos que sou pequena que não fui o suficiente pra ser alguém. Um pequeno grão de chumbo que o veto não leva. Você pode dizer varias vezes, que o que eu sinto não é grande o bastante, que o que eu digo não é verdadeiro, mas meu amor nunca foi pequeno, meu coração nunca foi pequeno, minha gratidão nunca foi pequena meu senso de justiça nunca foi pequeno muito menos meus espírito meu amor. E mesmo que você pense em mim como um pequeno erro irrelevante. Nesse pouco tempo eu estive grande.
Em meus olhos grandes, no grande esforço que coloco em meus objetivos, e no grande sorriso que me permito dar, vejo a pequena ansiando o momento de simplesmente desaparecer sem fazer falta, por ser uma coisa tão pouca, a ponto de não ser lembrada. Para dar lugar a uma mulher grande, forte e claramente determinada a nunca mais ser pequena.
-
.-.,
agora,
amor,
bonito,
cansaço,
cartas,
contradição,
desabafo,
espontâneo,
eu gosto,
eu terminei
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Ornamental
O mundo na verdade era como um quarto branco, as paredes, o teto, o piso. Tudo igual, tudo neutro, tudo estéril. Então veio você, uma pequena abertura na parede, uma vista para um campo de girassóis floridos. Perfumes, pétalas e pequenos milagres, mas eu continuava presa em um quarto em branco e o que parecia uma fresta na parede podia ser só uma invenção da minha cabeça, talvez essa distancia era o que me fazia viver nesse jardim e talvez as flores fossem de plástico.segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Eu sinceramente tento, desesperadamente ser tudo que escrevo. Ser toda a intensidade e determinação que filtro da minha mente às palavras. Em minha cabeça se aglomera uma serie de confissões impronunciáveis, amores e historias inesquecíveis, que não passariam pelo funil que direciona e canaliza meus sentimentos para meus dedos.
domingo, 3 de agosto de 2014
sexta-feira, 18 de julho de 2014
segunda-feira, 7 de julho de 2014
A vida é uma coisa fácil de se esquecer é na verdade um espaço em branco, à ser preenchido com coisas passageiras, pra evitar que as duvidas floresçam nele. A busca pela verdade pode significar olhar para esse vazio e nele ver a si mesmo, perceber que você é só um amontoado de coisas que inventa, mas que em sua essência não significam nada. No meu caso é assim tenho mais duvidas do que as que me cabem no peito e tenho perguntas que nem saberia como fazer. a solução é simples. Preencher esse vazio ou parar de perguntar e se eu parar não tem volta.
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Supernova
Eu deitei, cheia de dor no peito,
Cheia de angustia, frustração.
Eu deitei, me cobri, me virei
Minha cabeça, minhas mãos, meus ossos
trêmulos.
As luzes apagadas, eu sussurei:
Isso não é amor.
Meus olhos incharam, me encolhi.
Eu prendi a respiração e mergulhei.
Não caiu uma gota.
É complexo: enjoo, febre, dor, suor.
O oceano, negro e vazio
indiferente.
Seco, completamente seco.
Então a imensidão do espaço me abraçou.
E susurou no meu ouvido:
- Nada sobrevive no vácuo.
Então prendi a respiração e renasci.
Renasci buraco negro.
Cheia de angustia, frustração.
Eu deitei, me cobri, me virei
Minha cabeça, minhas mãos, meus ossos
trêmulos.
As luzes apagadas, eu sussurei:
Isso não é amor.
Meus olhos incharam, me encolhi.
Eu prendi a respiração e mergulhei.
Não caiu uma gota.
É complexo: enjoo, febre, dor, suor.
O oceano, negro e vazio
indiferente.
Seco, completamente seco.
Então a imensidão do espaço me abraçou.
E susurou no meu ouvido:
- Nada sobrevive no vácuo.
Então prendi a respiração e renasci.
Renasci buraco negro.
sábado, 21 de junho de 2014
Eu tenho um tipo destrutivo de gratidão.
Do tipo que me transborda dos olhos sempre que lembro que alguem me fez feliz, e as vezes deliro com você, como se eu ainda pudesse ser. Em algum lugar onde eu não sou eu, onde eu sou importante, sou sorridente, sou delicada. Num lugar onde você me quer por perto, num lugar onde estou segura, e em meio a isso, não preciso delirar, eu posso viver sã sem explodir em mil pedaços e ter que juntar os caquinhos.
Do tipo que me transborda dos olhos sempre que lembro que alguem me fez feliz, e as vezes deliro com você, como se eu ainda pudesse ser. Em algum lugar onde eu não sou eu, onde eu sou importante, sou sorridente, sou delicada. Num lugar onde você me quer por perto, num lugar onde estou segura, e em meio a isso, não preciso delirar, eu posso viver sã sem explodir em mil pedaços e ter que juntar os caquinhos.
Talvez eu seja mesmo essa pessoa ruim, talvez eu seja soberba, talvez eu seja egoísta, talvez eu seja mimada. Isso explicaria o rumo que as reações em cadeia andam tomando, a concretização do meu karma. Por todas as coisas ruins que farei, por todas as escolhas erradas que tomei e todos que machuquei. insisti em afirmar que estou sempre disposta a me desfazer das coisas ruins, arcar com as consequencias dos meus erros e abandonar o que for prejudicial.
Mas no fim das contas cheiro, ando, falo, faço e penso como a matéria escura que emana do lixo.
Mas no fim das contas cheiro, ando, falo, faço e penso como a matéria escura que emana do lixo.
quinta-feira, 19 de junho de 2014
sexta-feira, 2 de maio de 2014
É simples não ser nada, é leve não ser nada, é puro não ser nada. Não ser nada é simples. A não existência é libertaria, a não existência é alivio, a não existência é pureza.O que é complexo é existir. Existir e sentir o peso do vazio, existir e ser aprisionado por dores permanentes, existir e se sentir indigna da vida, é o que deixa manchas na alma. E as vezes as manchas são as únicas provas que se tem, de que você existe.
segunda-feira, 28 de abril de 2014
domingo, 27 de abril de 2014
Delirei - 22
As vezes eu acho graça, de nunca ter paciência com meus próprios dilemas adolescentes.
Eu meio que enxergo um abismo, da infância a vida adulta e talvez a adolescência seja esse abismo.
Acho que a única coisa adolescente que consigo enxergar e admitir em mim, é a sensação de que nada se encaixa, que percebo me empregando as vezes. E não tem nada mais adolescente, que a insegurança de levar essa sensação pra vida adulta. Junto da ansiedade, a espera, de que essa sensação vai passar um dia. E a insegurança de que esse dia especifico esta longe de chegar.
Tenho uma urgência, adolescente também, que não me permite permanecer insegura por muito tempo, eu guardo em mim a necessidade do abandono de hábitos prejudiciais. A autonomia sob meus mergulhos auto destrutivos em materiais corrosivos, mais com a consciência e expectativa, de que só permaneço lá por opção própria. De que posso a qualquer hora, me levantar e sair. Como fiz com a adolescência, deixando lá, um abismo a vida adulta. Me sentir insegura é mergulhar nessa abismo.
Eu meio que enxergo um abismo, da infância a vida adulta e talvez a adolescência seja esse abismo.
Acho que a única coisa adolescente que consigo enxergar e admitir em mim, é a sensação de que nada se encaixa, que percebo me empregando as vezes. E não tem nada mais adolescente, que a insegurança de levar essa sensação pra vida adulta. Junto da ansiedade, a espera, de que essa sensação vai passar um dia. E a insegurança de que esse dia especifico esta longe de chegar.
Tenho uma urgência, adolescente também, que não me permite permanecer insegura por muito tempo, eu guardo em mim a necessidade do abandono de hábitos prejudiciais. A autonomia sob meus mergulhos auto destrutivos em materiais corrosivos, mais com a consciência e expectativa, de que só permaneço lá por opção própria. De que posso a qualquer hora, me levantar e sair. Como fiz com a adolescência, deixando lá, um abismo a vida adulta. Me sentir insegura é mergulhar nessa abismo.
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eu gosto,
eu terminei
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