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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Planicie

Eu me sentia sozinha, então providenciei a reciproca, peguei minhas coisas e fui embora. Pra estar sozinha sem ninguém pra me encher as ideia.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Barratas Dizem.

Foda-se, sempre me desencaixei em diversos padrões. Sempre fui ilustração abstrata em livros de matemática. Sempre fui tida como tudo que ninguém é, e você vem me dizer que não sou ninguém?! Tentaram me destruir a vida toda, você me diz que não sou ninguém?! Me diz agora você; ser alguem é ser aceito? Ser alguem é ser definido em palavras chave? Ser alguem é ser perfeito, meu amor?!
Vou te contar uma novidade; a perfeição, se te visse na rua, rasgaria sua carne com as unhas.
A perfeição é intolerante meu amor, me odeia tanto quanto odeia qualquer um. E eu estou aqui existindo, resistindo aos cortes da perfeição. A mais tempo do que o tempo. Coleciono defeitos, e eu sou cada um deles, eu existo!
Meus defeitos amam o que minhas qualidades evitam. Então tira esse sorriso da cara docinho. Olha em volta, me diz; quantas coisas perfeitas conseguiram sobreviver?! Quanto de você restou agora meu amor?
Isso é viver!

domingo, 14 de abril de 2013

Guerra

Estava lá, tudo que resolveria a minha vida; na minha cama, debaixo da cadeira, lá.
Nos meus passos, nos meus dedos, na minha respiração, na minha voz.
Estava no meu corpo, tudo em mim, nos meus pensamentos perdidos, em quem eu sou.

Eu, olhando pra tudo aquilo sem poder me mexer, sem poder usar qualquer uma das coisas que eu tinha. Poderia resolver minha vida e deixei escapar. Estava tudo lá menos eu,
que estava fora de mim.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Não foi o primeiro.
Não foi o ultimo.
Não deveria ter ido, mas estava lá.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Me vi estirada no meio-fio.

Não sei o que começou, só sei que estou caindo e perdi o medo de altura. Meu medo protetor das coisas. É perigoso ser um só, pensar um só, sentir um só a vida inteira. A solidão muda as pessoas, e quando possível encontrar um pensamento alheio, que não é seu, ele diz que você é um só.
Só me resta a imagem da queda, em cada altura que enfrento. Não vou sorrir de graça, pago caro. A vida não vale o preço que cobra. A realidade não sabe abrir os braços quando o vento bate, nem braços tem é só o que pode. E não basta. Sempre sacode de esquina em esquina, e vem a ânsia de vomito. O enjoo de respirar ar alheio, por que estou só e não é seguro, não por essas ruas a essa hora. Quase tropeço em mim as vezes, nas coisa que deixo cair, na escuridão que deixo emanar. E essa substancia não se mistura com nenhum material conhecido. Criar é fracasso, é cair. E no estado em que estou, minha maior ansiedade é em chegar no chão. E acabar em fim, provando que o real pode não ser só queda.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Olhei em volta, pra descobrir quem eu não era, e me refugiar em quem sou.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Cheguei a um ponto, em que qualquer lugar que eu for, vai ser o destino. Independente do caminho que percorri.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Fazia tempo, e de tudo que o tempo fez, esse se foi mais, e não para.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Tanto barulho, esse som espalha as peças pela sala. Esconde as lacunas! Devastando as nuvens, alagando os becos, desmerecendo o resto das coisas, e com isso, tudo! Um som só desconfortante.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Queda livre.

Isso, é uma das poucas coisas, que não me importo com o maleficio latente, irresponsável mas não é obrigatório. Vem de livre e espontânea vontade, a boca é minha calo se eu quiser, e não quero.  Deixo qualquer um, abandono você, abandono ele, mas não deixo isso. Eu não deixaria isso pra traz, quaisquer que forem as consequências. Se me torturarem, anda terei isso, se me abandonarem, ainda terei isso. Se me machucarem, terei mais disso do que dor.. E se o mar vier, prendo a respiração, sacrifico qualquer coisa, sacrifico qualquer um. Depois deixo um pouco que compensa. É aqui que encontro coerência no arrepio, não desperdiçaria por nada, muitos procuram por isso a vida inteira.
A fonte nunca vai secar, nunca vai faltar mar. Se o mar vier, me prendo nessa certeza.
Eu que me renovo, quebradiça, nunca a cada dia, mas o suficiente. Então nunca vai faltar caquinhos. E eu nunca vou deixar de junta-los, nem por mim, nem pela minha vida.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

21

Eu tinha esperanças, de verdade. Esperanças de que alguem fosse capas de acertar alguma coisa, uma coisa grande, muito tempo depois. Sem segunda opiniões e sem "poréns", eu tinha esperanças de que de tantas coisas que morreram antes deu nascer, tantas coisas quem eu não tive a oportunidade de ver acontecer, e que no fim era mentira. Tinha esperanças de que isso fosse verdade, ao menos isso, ao  menos o fim.
 Tudo é tão alheio a quem eu sou, tudo "outra coisa" outra energia. Tudo é tão " você não faz sentido" que tinha esperanças de que acontecesse. E de que um dia no futuro, uma pequena parte do que eu digo, estivesse certa, mesmo que só em um pequeno território, mesmo que só algum dia.
É frustrante, tanta coisa errada ser tão natural. Tinha esperanças na natureza; mas o sol nasceu no dia 21.


(21/12/12)

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Delirei - Nove

Não acredito em inferno, não é possível uma eternidade de sofrimento. Você pode sim, prender bilhões de pessoas num lugar escuro; causar dores inimagináveis. Arrancar partes invisíveis da alma, torturar a dor da tortura e a esperança da dor. Mas as pessoas se acostumam, se acostumam com qualquer coisa, se adaptam a vida inteira. Depois de um ano ou dois é rotina, é parte de quem você é.
Acostumar-se é da natureza humana; você começa se acostumando com a natureza, depois com a humanidade. E se te tirarem a morte, qualquer um pode ser invencível, de tanto se adaptar.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Semáforo

Eu vi, minha carne esmagada no chão, vi meus ossos abertos, meus tendões a mostra. Vi meu sangue tomar a avenida, meus dentes espalhados entre os pneus. Meu coração jorrando líquidos, meu cranio perdido entre os carros:
Vi cicatrizar, toda e qualquer abertura, costurei pelo meio-fio.
Mas o sangue, que inundou a rua, continua correndo em minhas veias.
Ainda posso sentir o asfalto, ainda sinto o cheiro da borracha, ainda espero abrir o farol. A vida inteira.

Visão Periférica

As coisas morrem, todo os dias, o tempo inteiro. Coisas nascem também, toda hora, nem sempre é facil perceber a vida. Mas a morte é sempre escancarada, é sempre visível de algum angulo.
 Existem nascimentos invisíveis, ocultos, que só quem nasce sabe do milagre. Só quem acontece, sabe da magica de existir de repente. Esses nascimentos são na maioria privados, ninguém viu, ninguém vai ver crescer, só quem nasceu. Mas as coisas morrem, até as coisas invisíveis morrem. Todo mundo vê quando ocorre. As vezes é assustador ver, uma coisa você nem sabia que existia, morrer. As vezes eu só percebo certas coisas, depois de mortas!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Delirei - Sete

Quando quero mentir eu minto, quando eu quero falar a verdade eu falo!
Sofro as consequências mas não me escondo, nem relevo "meios". E ai de quem, pensa que me conhece em cinco minutos, duas horas, quatro semanas. Não me resumo em meia convivência, não me determina meia impressão.
Quando eu quero mentir eu minto, quando eu quero falar a verdade eu falo!
Tudo que tem de pequeno em mim, é inteiro, corajoso e escancarado, de grande também.
Meio insulto pra mim, não merece nem meia magoa.
Meia covardia, não me aflora meia revolta.

Se um dia tiver de ser covarde, vai ser ao todo também, covarde até os ossos.
Já um pedaço de critica, não chega a metade do caminho.
O que vem em "meio" não me atinge, hahaha.
Não recebo indiretas, não transbordo meias revoltas, não interpreto meios termos.
Mas me incomoda muito, inteira, uma meia tentativa de dizer que estou "alguma coisa", com base em algum meio conceito. Se meia conclusão te basta, ao menos diga as coisas por inteiro, diga completamente!

Sou hipócrita, hipócrita até os ossos.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

- Se você praticar com muita dedicação, vai ficar perfeito.
- Quero ser você quando eu crescer.
- Então levante a pratique, até você sumir, você é tão linda, mas tende sumir.
- Não posso ficar aqui com você? Não gosto de ficar sozinha!
- Você nunca vai estar sozinha meu amor, eu nunca vou deixar de ser você, acho que isso é até impossível; besteira da sua cabeça. Continue praticando, um dia você vai estar perfeita. Vai ter o sorriso mas lindo do mundo!
- Mas qual é o preço? Você me disse aquele dia, que tudo tem um preço, ainda mais as coisas boas.
- O preço e você deixar de existir, meu amor.
- Deixar de existir doí?
- Doí aos poucos.
- Não quero sentir dor...
- Isso não depende de mim, infelizmente.
- Posso ficar com você, até sumir?
- Só se prometer que vai praticar...
- Mas eu não quero ficar sozinha, e não quero te deixar sozinha.
- Você nunca vai estar, meu amor, eu nunca vou estar. Nunca deixei de ser você, sempre teremos uma a outra, pratique.
- Quando era pequena, o você que queria ser? O que pensou que seria hoje?
- Não tinha ideia de que duraria tanto tempo, nem que você estaria aqui, pensei que nem chegaria a ser eu, mas fui e deveria ter praticado. Pratique.
- Onde você vai estar quando eu crescer?
- Aqui também, eu acho, nunca deixei de ser você.
- Onde eu vou estar quando eu crescer?
- Onde você quer estar, quando crescer?
- Em qual quer lugar, menos aqui.
- Pois então pratique, não quero te dar mas noticias...
- Porque não praticou seu sorriso?
- Pensei que estaria em outro lugar, e que não ia precisar.
- Precisou?
- Sim.
- Eu vou precisar?
- Vai.
- Me ajuda a praticar?
- Só se você prometer que vai sumir...
- Eu prometo.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Delirei - Cinco

Prestes a cometer meu erro mais inimigo. Aquele que eu cometi a vida quase toda, basicamente sou eu; deixar de dizer as coisas, com medo das pessoas entenderem errado... Dai então: foda-se. A responsabilidade não é minha, segura o teu B.O, quem pariu Mateus que o embale.  Não vou prometer nada dessa vez. Mas quero deixar registrado, que o ar que você respira é problema seu. E eu, não vou mais me justificar pelos erros alheios de interpretação. Sem isolamentos, só uma insatisfação permanente e alheia; que não me pertence. Deixar de dizer nunca esclareceu nada. rs
Então vou falar, e você que se vire com o que conseguir processar.
Sou complicada de mais, pra acharem que olhos muito mal treinados, possam ler minha mente. Pior ainda, pensar que meus pensamentos transbordam à minha pele. Pensamentos não são imagens, não são letras. Meus pensamentos então?! São uma coisa espeça, lodosa, empedrada. Estão longe de qualquer coisa que você possa imaginar. E se for pra eu ser alguma coisa, sou o que eu penso e que posso decidir se mostro ou não. De resto se vira!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Rainha do Drama, Segurança Nacional.

Não posso me cansar de esconderijos. Se eu me cansar eu abandono e se eu abandonar fico exposta , fico vulnerável.
Já fiz sacrifícios tremendos pra me manter onde estou , não quero que meus encobrimentos sejam sacrificados também,  esses que sempre me foram tão leais. Nos dias mais difíceis, as mentiras pequenas que basificam minha permanência no comando. E sem esse comando, não posso dizer que sou dona do que faço, do que penso. Assim, se mais algum revoltoso viesse à tona, minhas defesas estariam neutralizadas, o meu fim.
Prolongo as pernas das minhas mentiras, só minto quando tenho que falar a verdade, dai substituo por alguma historia das minhas, falsas. Mas mantenho as verdadeiras em segurança; num caso de emergência extrema, verdades ajudam a ganhar tempo.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

E se um dia me veres chorando
Partindo de dor
Como uma pobre coisa desgraçada
Como uma triste flor esmigalhada entre seus dedos
Meu amor, não enxugues o meu pranto:
Ri, ri teu sorriso de ouro!
Sacode tua vida como um guizo sobre a minha
E então deixe-me só
Fingindo que é de alegria que eu estou chorando


Filipe Catto,  Ascendente em câncer.

domingo, 11 de novembro de 2012

Bigorna

A tristeza é o sentimento mais persistente que eu conheci, admiro sua determinação. Nunca me deixou completamente.
Casaria com qualquer olhar triste, qualquer sorriso conformado; eles sempre voltam pra mim.
Tal o romantismo da tristeza, que qualquer palavra moribunda, me faria a mulher mais sortuda do mundo. O sentimento mais honrado que eu conheci, sempre me foi plena a tristeza. Sempre tira o melhor de mim e cumpre o prometido. Não tem decepção na melancolia, você espera paralisia, e é oque ela da. Sem pedir nada em troca.
Me arrancou os mais lindos sorrisos que me lembro. Nunca houve tristeza que não me obrigasse a sorrir, se não sorrir eu morro.