sábado, 17 de abril de 2010
Amor?
Desenharia ele ao meu lado, do jeito que eu o vejo, só as palavras, só a companhia, só o esquecimento e inquietude.
E então não vou odiar os finais, e me concentrar no decorrer. Só consigo prestar atenção nele!
Mesmo assim
Deu vontade de reunir tudo que sinto, colocar em algum lugar a mostra... Ninguém liga, ninguém sabe mas dói. Hoje eu queria gritar! Mas me contento com barulho! Lá vou eu me esconder no barulho. Consegui me concentrar, foi mais difícil esses dias, escrever era impocivel sem isso. E em dias como esse, com essa confusão de ideias, escrever é oque me resta e faz sorrir. Mesmo eu só falando de coisas tristes.
O nome daquilo é esperança, aquela mentira benigna que damos à nós mesmos, é um presente inocente, precioso. As vezes falta, como hoje. Faço isso comigo, digo que um dia vou conseguir escrever sobre as coisas que me fazem sorrir, e que mesmo meu bem estar dependendo disso, se torne uma coisa boa.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Há dias, que tudo irrita! Hoje. Tanta coisa sem importância, para que!? Vejo tanto excesso em tudo, a falta, acaba sendo a coisa mais irritante de todo o dia. Até os dias são em excesso.
“ Me de um impulso que eu pulo, mas antes amarre a pedra! Se desperdição tanto entulho, não faz mal fazer uma boa ação, não é verdade?! Se achar a pedra muito grande, amarre duas menores. Sim. Eu mereço, não mereço?! Se perguntão todos os dias se já fizeram, eu afirmo.
- Atirei pedra na cruz!
A cruz deve ser tão verdadeira quanto minhas outras incarnações, pois essas sim, eram uma coisa do Demônio! Como sei? Não preciso saber, já atirei a pedra mesmo, amarra logo! Quando eu fizer o sinal empurra, mas com força. Vai que eu mudo de ideia, desespero! Medo deque a pedra volte. “
Talvez eu tenha que ser toda lagrima antes de sorrir com o corpo todo, ou apenas tirar da total evidencia os detalhes maldosos, e então andar despercebida, entre as coisas boas da vida.
Assim não preciso caçar os dentes, um a um, tentar compor um sorriso inteiro. Um dia vou encontrar no supermercado, evolução!
quarta-feira, 14 de abril de 2010
O modo como eu mudo de ideia a cada minuto, talvez dificulte ainda mais essas mudanças a cada decisão. Mesmo sabendo que corro o risco de voltar ao ponto inicial, uma de minhas decisões de hoje, foi aprender a conviver com os riscos. Mas não foi essa a maior delas.
Nunca fui muito extrovertida!
1, 2, 3
É frustrante, irritante, insuportável. O cuidado que tenho que ter comigo mesma, quando minha vontade é de comer veneno! É desolador tudo que tem em volta, dês da consciência, medo, apego, até a hora que minha respiração aumenta, faz uma pausa, e acelera como se apostasse corrida com meu cérebro pra ver quem chega mais rápido, a solução ou o ar... E acabo não decidindo a quem favorecer! Talvez se existisse uma terceira opção!?
E sopra !
segunda-feira, 12 de abril de 2010

Já desejei ardentemente ser única no mundo, com todas as forças, como se uma fada voltasse a vida com a ninha vontade. Pra mim, era muito melhor pensar que só eu queria um lugarzinho confortável, com um jardim maior que a casa, e borboletas de todas as cores.
Se encontrasse, não me sentiria mal em não querer dividir com ninguém.
- Aquela nuvem parece um monte de fumaça...
domingo, 11 de abril de 2010
Assovio

Dedico aquela melodia, que não sei o nome nem como se canta! As crianças com olhares tristes, que foram mastigadas, engolidas e vomitadas! Enquanto ouviam por todos os lados que não fariam bem a ninguém, e mesmo sabendo que não, deveriam acreditar que sim.
Ofereço palavras de conforto, as crianças afundadas, que cansaram de ouvir o sim e não, e pularam do barquinho antes que afundasse, na esperança de boiarem e em fim provassem o contrario as outras crianças, que sempre ouviram, mas nunca viram quem disse.
Lembro sempre dessas crianças, sempre que vou buscar madeira, estudar possibilidades, e volto a construir o barco fechado, forte.
Para que, por mais sussurrado que seja o nascimento, mas mastigadas que sejam as crianças, aquelas palavras não entrem, nenhum som prejudicial ultrapasse as forte paredes do barco. E enquanto construo, desejo que o mundo não vomite mais crianças, desejo que se cale, todo e qualquer som prejudicial àquelas crianças. Que foram julgadas, antes, durante e depois, mesmo sem saber o pra que do julgamento.
Assim quando eu terminar o barco, ele não vai passar de lembrança, e em fim vou ser capaz de acertar a melodia e ensinar as crianças.
sábado, 10 de abril de 2010

Tenho uma facilidade tão grande em escrever, comparando com o resto, é a coisa mais simples do mundo. Todas as outras me parecem tão difíceis, dês de atravessar a rua , até apontar um lápis ou prestar atenção nas coisas.
Não consigo lembrar oque me restava antes deu começar a me apegar pela escrita, e agora não sei oque me resta também. Sempre quis ser advogada, pra mim era como ser uma super-heroína, agora não acho grande coisa, sempre soube que não era capas disso. Talvez eu volte a desenhar roupas, como quando eu era criança e acabava com as folhas do meu pai. Fazia roupas pras bonecas, organizava desfiles milionários.
Provavelmente vou gastar um bom tempo no ensino médio, presa entre minha ausência e o mal estar. Sempre me senti mal dentro da sala de aula. Escola pra mim é sinônimo de tortura, não me lembra de ter aprendido muita coisa na escola, aprendi pouco, sei pouco, muito pouco. Mas o pouco que se aprendi em outros lugares, sozinha ou observando os outros... Sem prestar muita atenção.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
É tranquilo

Esses dias fui entregue a preguiça, esse frio cruel, faz lembrar que ainda não é inverno, mas esta frio como se foce. Fiquei eu embaixo das cobertas, parada, caída, pensando, tanta coisa pra se pensar. Tanta dor de cabeça, fico com dores só de lembrar de tudo que jogo no canto, tudo que lamento na esperança de esquecer. Eu até gosto do frio, mais do que gosto do calor, no calor o sol é desnecessário e pra mim não tem nada pior que alguma coisa ser desperdiçada, jogada fora. No frio o sol fica mais vivo, ele aquece.
Como doem mais os suspiros com esse vento gelado! O ar todo fica gelado, como se você só pudesse se sentir bem dormindo. Tudo que era incomodo fica ainda mais insuportável e o resto das coisas, ficam características. Tanto as boas quanto as ruins, o frio equilibra isso e nada transborda, nada sobra, tudo que esta lá é necessário, mesmo ainda faltando muita coisa , sempre falta. É como se o mundo estivesse parado, e se pode atrasar a respiração, prender o ar por alguns segundos, e ter a sensação de que acabou, de que finalmente acabou!
quarta-feira, 7 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
Quando O Veneno Sobe A Lança, Dance of Days
.-. II
Eu gosto de aniversários, muito, mas não vejo motivo pra comemorar o meu, ele sempre acaba em dor de cabeça. Trocaria tudo isso por um dia de silencio, sem ouvir a voz de ninguém, sem barulho, sem palavras, nem falsos votos de felicidade. Sem que me lembrem que estou perdida, sozinha, e que só a salvação não basta! Eu quero mais, muito mas que uma vida tranquila ou silenciosa, muito mas que uma vida feliz! Quero parar de lembrar todas as vezes que sorrio, dos motivos que tenho pra chorar e que não seja vista como estupida por isso, que não dissessem aos sete cantos que não passa de puro mimo!
Era tão bom quando tudo se resumia a " um ou outro", talvez se fosse esse tantinho mais simples, sem precisar de muito tempo pra intender, se tivesse passado menos tempo tentando me intender, ficar confusa não seria mais preciso...
Ainda tenho 10 dias pra imaginar a cena, milhões de possibilidades, ações e reações, quase tanto quanto o numero de lágimas que desperdiço a cada noite que imagino tudo isso, pra chegar no dia e dizer que já sabia, e me questionar o por que, deu ter ficado em casa!
Até esse dia passar, minha vida vai girar em torno disso...
segunda-feira, 5 de abril de 2010
.-. I
Meu aniversario sempre parece o final de um livro, o pior que se possa imaginar, como se eu mesma tivesse escrito, oque o torna pior ainda. Nada do que eu faço fica bom, não o tanto quanto eu esperava. O melhor do dia acaba sendo o bolo, enquanto as pessoas mastigam, meu pai não faz um discurso melancólico que mais me ofende que alivia, minha mãe não fala nada que possa ferir e meus irmãos por um instante não me olham com aquela cara tipica de " oque ela ta fazendo aqui?! ", estão ocupados comendo bolo.
Prometi que faria uma retrospectiva da minha vida todo 16 de abril, acabo deixando pro ano seguinte, pro próximo 16 de abril, oque não faz diferença já que todo ano é igualmente dramático e fingido! Poderia resumi-los, todos os 16, futuros 17, em apenas uma linha dramática e fingida.
Isso melhora minha ansiedade!
Surgiu a dor... e com ela o alívio.
Para cada sensação, uma de igual valor e força em forma inversa.
E, em meio a isso, também surgiu a corda bamba e o trapézio.
E é aqui que se enxerga a equação em que todos estamos dispostos.
Alguns estão na ponta da vara onde há dor e sombras.
Outros na outra com a luz e o alívio.
E outros se equilibram... e são odiados por aqueles que estão em qualquer uma das pontas.
Para os que se equilibram a virtude é a sabedoria.
Para os que são equilibrados, a fatalidade é a fé.
E, para aqueles que conseguem enxergar a roupa nova do imperador, viver na corda bamba, em qualquer parte da equação, não faz realmente a mínima diferença. "
Nenê Áltro, Os Funerais do Coelho Branco
sábado, 3 de abril de 2010
Conto: Pontinhos Brilhantes II
- QUAL É SEU NOME? Disse ele, sem poder ouvir nem a própria voz, e acreditando ter dito uma palavra errada.
Ela só conseguiu ouvir " nome " e como era boa em fragmentos, disse em alto e doce som, perto do ouvido do rapas.
- ANDREIA! Acompanhado de um sorriso tímido, quase proposital.
- O MEU É LEVI, E VOCÊ É PERFEITA!
Ela sorriu novamente, e arrastou ele pra mais perto do palco, para que pudesse ouvir menos ainda. Chegaram o mais perto que conseguiram, dançaram, pularam, gritaram e se perderam nos braços um do outro.
Quando ela voltou pra casa no meio da madrugada, foi para o quarto em silencio para que seus pais não percebessem que sua presença pela casa, naquele horário se percebessem, não pensariam duas vezes antes e deixa-la de castigo por semanas, o que nunca a impediu de chegar tarde. Se jogou na cama e ficou lá, olhando pra cima, sonhando por alguns minutos, pensando; " de onde foi que ele veio, quem mandou ele e por que me faz tão feliz?!". Fechou os olhos, sorriu sozinha por mais um tempo e adormeceu.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Conto: Tudo que eu fui quando cresci I
Hoje o álcool não fez o efeito esperado, e acho graça nesse fato. Não recebo noticias da minha vida faz anos, tudo dura sempre o mesmo tempo, mesma contagem. Quatro paredes, não 16 paredes, dezesseis sujas e velhas paredes, 19 anos, tudo que preciso pra continuar envelhecendo. Comida, roupa limpa, quando limpo, cigarro e bebida...
- Aquele velho me enganou, velho maldito, me vendeu caldo de cana dizendo que era álcool, isso não é álcool!
Olho pra cima e percebo que estou tão bêbada que nem me reconheço no espelho.
- Hahahahaah, criatura patética, nada faz sentido enquanto não tenho sentidos.
Coisas tão simples são as mais difíceis pra pessoas como eu, pessoas... Pessoas? Pessoas não são pessoas, pessoas não são humanas, nunca foram, pessoas sempre foram pessoas!
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Eu trabalho no Douceur Bar's, se é que posso dizer que foço isso, sou stripper nesse lugar que é mais podre que a casa onde moro. Se pudesse explodiria aquele lugar, de preferencia comigo dentro, eu e o sujo do meu chefe, cafetão barato, broxa desgraçado, pensa que eu sou a mãe dele! Não sou prostituta, oque foço é arte, sei de pessoas mais bonitas que eu, que não alcançam metade do meu nível de sedução. Motivo de orgulho? Acho que não.
Quando mais nova, dizia que mulheres não são apenas um “pedaço de carne”, e hoje com 19 anos, sem muita diferença daquela época, ganho a vida fazendo com que pensem exatamente isso... Inteligencia? Cuidado quando for dar a resposta!
Moro com uma drogada, os pais não aguentaram os vícios e ameaças, lhe compraram um apartamento, e a jogaram a própria sorte. Não somos amigas, com certeza não é isso que somos, uma não encosta na outra, eu pago as contas e tenho teto e comida, quando compro. E durmo com alguns traficantes de vezem quando.
Os pais dela cuidam do resto, aluguel, gasolina, e eventualmente as drogas da vagabunda. É claro eles não sabem de nada, e eu finjo que acredito. Afinal eles fizeram tudo que podiam por ela, mas acho que a questão é oque não deveriam ter feito. Não pago aluguel e os pais dela não ousam me expulsar daqui. Sabem que se ela esta viva até hoje é porque não a deixei morrer, meu salario é oque poem comida aqui dentro. O dinheiro que eles mandão, adivinha!?
Sorte minha dela se afogar nessas porcarias, se cobrasse aluguel provavelmente estaria usando drogas. É só isso que posso comprar com meu salario de fome, é oque tem de mais barato nas ruas!
E eu já vivi nas ruas...
Ruth é minha amiga, melhor amiga se posso chama-la assim, a vagabunda já me roubou dois namorados mas eu me vinguei. Ela trabalha comigo, a víbora mais experiente daquele lugar, não a mais velha, mas te enganaria fácil se quisesse. Ela me mostrou um brilho tão incomum em seu olhar, acho que seu rebolado apaga todo ele, as vezes parece até que não existe. Ela foi quem me ensinou tudo que sei, e mais algumas coisas, se contasse tudo que aconteceu naquele camarim... Me ensinou a perceber oque eles querem pelo olhar, e mostrar que você tem tudo, mas que não vão conseguir tão fácil.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Feliz Aniversario
Primeiro de abril é um dia de tristezas, dizem ser da mentira, mas pra mim é deferente tudo que esse dia me lembra, é pura e dolorosa verdade. Hoje quando acordei estava bem, mas é o dever da lembrança fazer lembrar os detalhes.
Hoje é aniversario dela, Amanda uma de minhas melhores amigas, ex-melhor amiga. Nem sei como aconteceu, e fiz de tudo pra que não fosse assim. Talvez se tivesse um final brusco o dia não me doeria tanto e as lembranças não seriam tão presentes e frescas quanto agora. Deixamos de ser amigas com o tempo, com as mudanças provenientes do passar dele, e do jeito como crescemos tanto juntas quanto separadas. Foi assim derrepente, um dia pensava conhecer ela, todas as manias, todos os olhares, e no outro eramos como estranhas. Ai meu sorriso não bastava mais pra faze-la sorrir.
- Oque foi Raquel, Que cara é essa?
- Nada, só pensando na vida!
- Você "brisa" de mais, termina a lição...
- Rrsrsrs, é, faz parte de mim.
Talvez se eu tivesse dito todo que precisava, ela pudesse segurar minha mão e não me deixar cair, mas de algum jeito, só por ela não saber que devia, me empurrou e cai. E perdi um ano de minha vida, entre pensamentos distantes e risadas forçadas, o pior foi que disso tudo só levei lembranças. Aquele tipo de lembrança que doí só por saber que existe, quando lembro daqueles dias em que pensei viver um pesadelo, lembro também que meu sorriso não bastava mais pra faze-la sorrir e era o sorriso dela que importava. Foi a ultima coisa que vi entes da queda, e tenho a impressão que a cada primeiro de abril, caio mais um pouquinho em meio aos arrependimentos. Talvez não pudesse fazer nada, não pudesse mudar nada, e nossas personalidades não combinam.
Mas ainda lembro dela sorrindo.
terça-feira, 30 de março de 2010
Muito mais

Quando tenho algo a dizer, me calo e foço naquele silencio, um discurso.
Nesse meio tempo, treino o choro, escolho em meio aos sinônimos, e deles faço uma fala tão longa e cheia de pedacinhos importantes, na cabeça fica uma coisa tão bem feita. Que nem acredito que fui eu que fiz. Por algum motivo, ao invés de falar, formulo, reviso e concluo discursos que falariam mais de mim do que todos os meus textos juntos. Mas não por eu falar de mim nos discursos... Existe mas de alguém, qualquer um, em uma intensão ou ideia. Do que num mundo de palavras de definição, assim se usam primeiras impressões!
Mas me polpe dessa coisa violenta, que me arranca do tranquilo "não quero saber", eu sei que algo esta acontecendo!Diga então o por que de não contar.
Dentro de tudo
Me camuflar sob meus feitos.
Sei fazer causas contadas, tão falsas quanto velozes
Tudo formado ao contrario, dos meus fracos e gritantes defeitos.
Colho de tudo que vejo, todo significado aos meus direitos
Assim consigo cavalgar junto as flores
não as machuco, não removo, não as piso.
Invento inúmeros amores.
Em todos penduro este guizo.
E quando dizem ser preciso
Viver do pensamento concreto
Prefiro ficar no prejuízo
Por esse meu estado incerto
Mas insisto em perder o juízo!
No lugar de pensar no correto.
Melhor viver do pouco riso
Sem luxo de caminho reto!
Nem penso muito no que existe,
Prefiro ficar quieta no meu canto,
Faz parte da vida ficar triste.
Ai ponho palavras, no lugar do pranto!
domingo, 28 de março de 2010
Juntas
Somos tão ingenuas, tão bobonas, que quando juntas só lembramos que somos felizes, juntas só rimos, só vivemos, só sentimos e pulamos, cantamos e esquecemos que vivemos nesse mundo. *0*
- O mundo não existe, só existe isso que vivemos, juntas.
E juntas, uma do lado da outra, esquecemos que já ficamos tristes! Juntas a tristeza não existe!
O que você gostaria que existisse?
Conto: Pontinhos Brilhantes I
Andreia vivia num lugar estranho, no tipo de lugar que dizem que você tende ser normal, mas não dizem com clareza oque isso significa!
E ela era boa em compreender significados, pegar fragmentos e montar castelos que ali haviam antes...
Um dia foi mais alem, começou a inventar coisas que nem mesmo ela saberia classificar ou decifrar. Debruçou-se na janela olhou a distancia pequena dela para o chão e vicie-verça. Quase voou perante a seus olhos, mexia suas mãos pintadas com um esmalte vibrante, com uma suavidade comum. Como se imitasse o vento, de um lado para o outro, as vezes dava voltas. Atravessava o quarto, derrubava os papeis sobre a mesa e acabava deitada no travesseiro. Ela ria quase que euforicamente da imitação nada fiel a real movimentação do vento, já que o original não tinha o inicio na janela de seu quarto. Assim começou sua aventura, tardia se assim posso chamar.
Naquela tarde fresca, de brisa serena e cheiro de vida, Andreia inventou um alguém novo. Feito de magia, imaginação e do telefonema que recebeu de alguém real.
O nome era Levi, Andreia o conheceu num show da banda predileta, enquanto pulava, dançava e gritava a letra de todas as musicas da banda, foi ai que os olhos dele reluziram mais que os efeitos do show.
Ele dava um sorriso largo, enquanto olhava diretamente pra ela, e se divertia com a exaltação dela enquanto gritava e perdia a voz, em meio aos refrões, batidas fortes e psicodélicas. Quando ela percebeu eles já estavam um do lado do outro dançando e enlouquecendo juntos, e mais rápido ainda se envolvendo em calorosos e doces beijos casuais.
A musica sempre exerceu um efeito agitado nela, sempre que ouvia aquelas musicas que por mais gritadas, pesadas, ou mal feitas, o que muitas delas eram, pra ela, pareciam as coisas mais perfeitas do universo. E o universo seria perfeito se girasse, agisse, e todo e qualquer som que se pudesse ouvir, fossem aquelas musicas. E tudo que acontecia ao som delas, era mais perfeito ainda! Como os suaves beijos de Levi.
sábado, 27 de março de 2010
Ar

São aqueles fragmentos pequenos, aquelas luzinhas brilhasntes. Que me fazem querer voar bem alto e devagar, ver cada pedrinha de cima, sentir cada cheiro de longe. Lembrar de tudo e viver apenas da lembrança, sentir os batimentos mais fortes, mais marcantes. Enquanto o vento me leva mais alto, e cada vez mais, pra perto de alguma coisa bonita. Marcante, ingenua e real!
Real assim, como se vivesse isso todos os dias!
Por culpa da beleza
sexta-feira, 26 de março de 2010
Meu jeito de intender as coisas é único, fiz dele isso pra conseguir intender as coisas sem perguntar, e se explico do jeito que intendo acaba ficando ainda mais confuso, tanto pra mim quanto pra quem pergunta, e quem cai nessa armadilha acaba escutando, pensando e sai sabendo menos do que sabia antes.
Pensava que era porque não tinha paciência, mas vejo que oque não tenho é vocação.
quinta-feira, 25 de março de 2010
quarta-feira, 24 de março de 2010
A tempos atrás
Quando pequena eu tinha medo do escuro, muito medo! Dessas que chora quando o luz apaga, só dormia com a luz acesa e não conciguia ficar sosinha. Fui criada desde que eu comecei a ouvir, ouvindo que tudo de ruim vivia e nascia da escuridão. E que esta, só servia pra que o mal abtace, vivece escondido, nas sombras menos espostas a existencia. Pois esse tinha medo da luz, que derrotava e prevalecia sobre ele, o mal!
Me disiam que ninguem precisava ficar no escuro, se fosse uma boa pessoa e a luz foi feita para todos que não fossem parte da escuridão.
Eu não sei se porque mereci, ou por que não perceberam, mas fui jogada no escuro e como muitas crianças que morrem por nada, e por nada pagão mil pecados , paguei e me senti culpada por estar no escuro, pois que este foi feito para o mal! Nessa época, não sabia nem oque isso significava! Sofri no escuro o mal da culpa, por não saber oque acontecia, só sabia que oque me dava mais praser, foi a principal arma que usaram pra que eu, escorregace e caisse no poço, aquele mesmo poço de lagrimas .
Meu maior erro enquanto no fundo?
Não contar as lagrimas, sendo que elas juntas hoje, dariam otimos textos. Oque na época, não sabia eu, seriam a escada pra sair dele, do tal poço. Cai no poço apenas por ser filha do descaso, da desenformação, abandono, mesmo que involuntario. Me condenaram sem saber, sem perceber, a punção e graças a isso hoje sonho com um lugar em quem crianças como eu fui, crianças afundadas. Possam encontar a poção milagrosa que as de o dom de brilhar naquela escuridão aterrorizante. Pois que não é muito dificil e assim não precisem crescer tão rapido, ou devagar. Quando eu era pequena ouvia muita coisa, mas nunca tive a oportunidade de falar, então me calei e me acustumei com o meu silencio, fiz do ato da mudez parte de meu espirito. E as vezes sinto um pedaçinhu dele gritando " Cale-se! ".
Desde pequenininha, ouvia de algum jeito, com alguma voz, que não tinha direito a luz, que deveria cair no escuro, e dele não nascer nada alem de triztesa e desgosto. Sai pelo mundo e sempre ouvia as mesma coisas, e sem intender nada, intendia sempre as mesmas coisas sem mudar a reação, o rumo! E acabou derrubando tudo, dês das perdras até o barro.
Quando minha fé era viva, ela sempre embalava meu sono, me fazia esperar, com esperança, antes de sair correndo com medo e friu, mais sempre me disse que tinha cara de melancolia, e depois do sono vinha a decepção, a angustia, predestinação! Quase agora, percebi que sempre andei em volta de um poço, brincando sosinha e desde pequena, as mesmas brincadeiras. E passei a brilhar só quando ao invez de cair, me joguei, me machuquei, feri, destrui. Apartir do primeiro dia, brilhar pra mim nunca foi tão estraordinario, já que qualquer um que tem chama, brilha incondicionalmente, acho até engraçado dizer que meu brilho só existe no escuro, e aqui a meu ver, sou extraordinaria!
segunda-feira, 22 de março de 2010
- Fala !

Ventila e enche tudo, corre num ponto mudo.
Rápido o bastante pra permanecer parada, e voa, pra onde não se sente acuada.
Procura o silencio e ache a si mesma.
- Toma!
Pega todo pedaço, varre pra baixo da estante.
Bem debaixo da toca do gigante, cai e olha pra cima.
Vê oque tem encima, e tenta não lembrar daquelas musicas, não querer pular mais alto. Tenta não dizer de novo, que te roubaram algo e você não sabe oque!
E faz desse ato, uma historia diferente.
domingo, 21 de março de 2010
Que vergonha ... D:

Por que eu rio? Tanto a dizer, mas nenhuma palavra vem...
Quando me perguntão, mesmo com a resposta na ponta da linguá, permaneço com cara de boba e balanço a cabeça com respectivos "sins e nãos". Ai quando sozinha, rio porque não disse oque queria. Rio por pena, por ódio, vergonha! >.<
Não que eu seja tímida, as vezes me sinto meio babaca! Só não consigo dizer oque eu penso quando sinto que tenho que dizer. Me mantenho no controle! (?)
De qualquer jeito me desculpem se não respondo... Só tento preservar o ato da fala, sem obrigá-los a ouvir a resposta, desnecessária e enrolada! Nunca me achei boa em avaliar, oque acho eu, é mas parte de alguem do que todo o conjunto dele. *0*
Um dia

Algumas promessas só foram feitas pra serem adiadas, um exemplo fiel disso são as promessas que fazemos a nós mesmos. Se uma promessa é feita, é porque tem chance de que a realização desta não seja possível. Pois que, se foce possível no momento jamais se fariam promessas!
No caso das promessas que fiz a mim, adiá-las não decepcionaria ninguém, pois que a única prejudicada sou eu. E o pior de uma promessa é a chance de prejuízo, então uma promessa se torna uma obrigação, já que foi feita inicialmente por estarmos impotentes no momento, e dessa impotência invés de lagrimas nasceu uma promessa.
Ouvi muito que não cumprir uma promessa "demonstra falta de caráter", mas todos os que me disseram isso, aposto eu, que adiaram milhões de promessas por cumprir. Tanto a eles quanto a crianças que hoje são adultos, as vezes eles foram as crianças, crianças sem caráter!
Quando se promete algo a si, quer dizer que não podemos fazer nada por nós agora. Se eu adio oque não poderia fazer antes, quando vou fazer alguma coisa? Preguiça, medo, ou apenas impotência? Talvez seja só falta de tempo, vontade, ou oportunidade. Isso eu nunca eu vou saber! :3
Foto da Tata *-*
Percepção
A impressão é o melhor da vida, não a primeira mas a total impressão das coias. A sensação de conhecer sem estudo, de saber dique se trata mesmo sem saber que se trata de algo. A sensação aquela maligna, que te faz olhar pros lados, pensar duas vezes. Ai você amassa e faz de novo,faz melhor, pelo menos é essa a impressão. Quando você pisa em uma pedra, e pensa que é um prego, mas sabe que é uma pedra justamente pela impressão.
Em lugares onde só isso conta, quem se diz atento e se faz presente em tudo que tem, deixa passar o mais concreto da vida. Já que as impressões foram feitas pra quem imagina, quem não sabe de nada, só presume. Tá ai um jeito de ver o mundo inteiro, é fácil quando se tem a impressão, de que só o seu importa.
sábado, 20 de março de 2010
Mas um pensamento mudado!

Por dias pensei que uma amizade era baseada em intendimento. Pensei que deveria procurar quem me intendesse, para que quando sem querer eu deixar ela confusa, não me irritasse com a falta de compatibilidade. Foi com os amigos que aprendi que nem tudo precisa ser igual, e tem quem ache graça em suas piadas. E esses não me fazem chorar, quando sem querer desentenderam tudo que eu disse. Aceitam oque eu falo, pois não precisão intender, apenas escutar. Escutam como ninguém poderia fazer igual, quando querem pedem explicação e religam os fios cortados, mas são amigos.
Tem a mesma e doentia mania de querer "você só pra mim", e fazem disso o motivo pra viver, e fiz disso meu motivo maior!
Mesmo um brigando pelo oque o outro ri, faz chorar de alegria e grita para que deem risada sem motivo. Frases sem intender, giros infantis e aliviadores, que quando problema, não resolve, faz esquecer que é melhor. Faz rir dos motivos pra chorar e chora, por lembrar de quem faz rir!
Por muitas vezes tentei dizer a elas oque sentia quando juntas, disse por palavras, por feitos, disse por olhares, até por lagrimas. Mas nada transmite melhor oque eu procuro, que a presença. Seja delas ou minha, seja na minha frente ou no pensamento, a presença que me faz feliz. Pois que mesmo quando falta, quando tenho a presença tudo é completo, e é como se sempre fosse. Porque intendemos o incompreensível uma na outra, e reconheço que oque define a amizade não é o intendimento. Até hoje nunca tentei intender nenhuma delas!
Oque as defini como amigas foram os olhares, foram os gestos, as vozes, as palavras, a presença. E tudo aquilo que não conseguimos intender, e intendemos como tudo que importa!
E é por que oque importa são elas, que sou feliz mesmo quando estou dormindo, e mesmo quando não estou feliz. Afinal o dia só é dia, só importa, quando passo o dia com elas!
sexta-feira, 19 de março de 2010
Falta de escola \o/
Agora que minha felicidade do dia foi gasta, e junto dela foi a voz, posso sentar por mais 10hs sem pensar em chocolate, alem de só fazer a lição de filosofia segunda antes de ir pra escola \o/, sempre na ultima hora como sempre!
Agora quero que chegue até sábado logo *0*, tem cinema com a Tata!
quinta-feira, 18 de março de 2010
Resumo
Tempos atrás adquiri o dom de segurar lagrimas, um jeito magnifico de chorar sem que percebessem quando ou porque, fiz até pensarem que era engraçado, e riam, muitas vezes agiam como se eu não chorasse. Então me senti realizada, até um certo ponto posso me considerar um gênio, já que isso é uma das maiores invenções do mundo moderno. E estendi tal ferramenta a mim mesma, hoje até eu rio quando choro, e as vezes consigo não notar ou ver! Graças ao dom que recebi da vida, essa curta que dizem " não deu pra aprender nada ". Sou por horas invisível a mim mesma!
Não acaba, de todos os livros que li, poucos, de nenhum me lembro o fim, as vezes até esqueço o nome! Mas lembro de todas as frases importantes.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Ouço

As vezes penso ouvir meu nome, naqueles sons irreconhecíveis. Daqueles suaves como se foce uma voz doce que ninguém ouve, nem presta atenção. Como se alguém me chamasse de longe, e pedisse pra prestar mais atenção nas vozes...
As vezes me assusto quando ouço meu nome, é normal para aquelas pessoas que não tem nada haver com o nome que receberam! Quando ouço meu nome com aquela voz doce que não existe. É quando tenho certeza que ele não tem nada haver comigo, mas de algum jeito é reconfortante.
Dês de pequena, não sei se porque quis ou por ser inevitável, sempre me dei um nome diferente. Um que se encaixava em mim, e que não assustava quando dito alto e claro. Pois que aquele era quem eu queria ser quando me imaginava no futuro, e hoje estou eu aqui, com o mesmo nome, mesmo significado, mesmo ambiente. Ouvindo todo dia me chamarem e reconhecerem por todo aquilo que não sou. Mas aquela voz me conforta.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Repetições

Exercitando meu egoismo, com olhos secos e doloridos. Vi que alem de "tal" sou frágil e inquieta.
Dessas que se o vento vem e derruba, morre, renasce e grita! Diz coisas tão concretas quando desnecessário, e quando se explica, só sai groselha.
Descobri que exercitando meu egoismo, fiz de mim mais do que sou ou pareço.
E é desse exercício, que se fez a fragilidade.
Hoje depois de tudo que acontece, respiro pouco e gasto oxigênio com bobagens. Do tipo que depois de um tempo passa. E oque estava antes de respirar, já não é visto do mesmo jeito.
Percebi que me exercitando, ficando frágil e inquieta. Não adianto nem volto, e aquela respiração continua pouca e frustrante. Por maior que seja a quantidade, sempre arrumo problema e o resolvo, mesmo desnecessário.
A menina frágil e inquieta, quando doente não presta atenção nas coisas. E vem o vento, a derruba e ri. Enquanto ela respira, levanta, e repete todos os passos.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Doente D:
A dor prevaleceu.
Dor concreta que se cura com remédio e atenção.
Pobres deles, perderam a atenção pra dor!
E me fizeram mudar de ideia em relação a mim...
- Só falaram comigo porque tinha cara de doente, e não sabiam que eu falo de mais!
Amanhã não falaram mais, quem fala sou eu. E meus pensamentos terram a atenção devida depois. Quando curar a coriza e eu não pensar mais em como chegar na cama.
Engraçado... Quando não posso falar todo mundo quer ouvir ! :3
Um dia comum, Dance of Days
terça-feira, 9 de março de 2010
Hoje.
Me jogo na cama da minha mãe...
Mãe| - Filha como foi a escola?
Eu| - Uma merda!
Mãe| - Não diz isso menina!
Eu| - Então por que perguntou, se não queria a resposta!?
... Silencio...
Mãe| Isso é normal, você se acostuma.
Eu| - Não me acostumo não, me recuso a me acostumar com oque não me faz bem. Aguento, mas não me acostumei, nem vou acostumar!
... Silencio...
E o silencio continua.
Amo estudar| Odeio a escola!
domingo, 7 de março de 2010
Ela

Quando pequena via ela como uma boneca, gostava de dizer oque ela devia vestir e quase sempre me vestia igual.
Hoje em dia ainda visto ela, ela pede minha opinião como se pedisse a de um especialista. E se especializou em mim.
Não importa se for pouco, se tiver algo errado ela descobre. Fica quieta mas sabe, vê as lagrimas antes que se formem. E se sente mal, mesmo me fazendo mais ainda.
Nesses dias de chatices, sinto angustia por ela!
Medo de que tudo aquilo que me fez mal, faça a ela pior. E se isso acontecer jamais me perdoarei, mesmo não dependendo de mim. Só o fato de saber que ela, é a melhor de nós duas. Já odeio a tudo e todos quando vejo que ela não esta feliz. Sempre quis que ela foce melhor, e ela é!
sábado, 6 de março de 2010
Barulho!

Enfeitei no mais ridículo dos feitos, a tristeza.
Coloquei na mais simples das coisas, tragedia!
Chateei, iludi, disparei bala a bala, uma por uma.
Nada menos que água suja.
Bordei almas ansiosas, onde não havia mais que mimo!
E hoje,
Se disse por egoismo ser doença.
- E a cura?
Gritarei a quem desejar ouvir, que ser curada não resolve!
Pois que vivo do exercício do egoismo.
O que sera de mim sem o que quero?
Quero! Quero! Quero agora!!
E saber que choraria,
Se isso me fizesse voltar ao que perdi.
Voltaria aquele dia pra meu desespero!
Ao calar mais um grito desfocado, abafar o dia em que escolhi o egoismo.
Mesmo me parecendo atraente a derrota.
- Oh! Ai vem dor no peito!
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segunda-feira, 1 de março de 2010
Não quero mais!

Essa época é sempre marcada por medo, todo ano nessa época acontece o pior. Morro de medo, é a mais cruel de todas, porque não acontece nada de muito grave. E o quanto melhor for a época, mais assustadora a prossima sera! Geralmente as coisas ruins acontecem depois, quando isso passa e fico bem de novo. Mas essa sempre é a pior época, é a mesma coisa todo ano. Me pego pensando nas mesmas coias características da época, acabo sofrendo as mesmas decepções características da época. Acaba sendo a mesma frequência, mesmo ar, uma repetição absurda e enlouquecedora. E tudo culpa da época, tudo minha culpa! Ainda sou capas de aguentar. Mas sera que preciso sentir a época? Posso até fingir que ela já foi, pular essa etapa, burlar minha consciência e viver outra parte desse repetitivo e previsível ano. Não quero a dor dessa época, queria deixa-la para o fim. Passar todo o resto antes e deixar para enfrenta-la mais pra frente quando já estiver acostumada com o ambiente, e saber que não é o começo, é o fim. Não quero mais sentir medo dessa época, afinal é só uma época, um tempo que passa rápido e logo. Talvez isso o torne tão insuportável.
Transformação

Um dia, tudo que entrar na minha cabeça vai sair doce. Não o tipo de doce enjoativo, que se você come um ou dois, não quer mais. Vai ser o doce predileto, aquele que quando você provou da primeira vez, quis viver só daquilo pelo resto da vida! Sentir a mesma sensação pra sempre.
Um dia, minha vida vai ser doce, e falar de mim não vai me parecer egoismo. Nem vou ver o mundo menos doce que minha vida. Essa sim vai traduzir a definição de doce, e transbordar em litros dependendo do tamanho da minha vontade. E nesse dia sim, vou ter vontade de e o poder de transformar minha realidade em puro e maravilhoso doce!
domingo, 28 de fevereiro de 2010
O que Impede?

E se não poupasse mais quem deve saber e dissesse o que escondo com todo a fracasso existente em mim. Se fingisse que não intendo pelo o que estou passando... Será que tenho chances de ajuda?
E se continuasse mentindo, fingisse que nunca pensei nisso e nem vou pensar. Mudaria alguma coisa... Talvez se me poupasse de mim mesma, e entregasse aos outros a missão de me dar um motivo maior, poderia pedir ajuda? Mesmo sabendo o que devo fazer! E se ouvir com outra voz, outro olhar, mudasse o jeito de ver as coisas. Acreditaria que isso é possível, e que o que eu digo tem sentido? Se acreditasse que as coisas que eu digo não servem apenas pra me manter calada. Sendo isso a única coisa que eu fiz até hoje. Disse, disse e não falei nada. Não ouvi nada! Disse sem ouvir.
Talvez se aceitasse o que tenho a oferecer, a palavra "potencial" não seria tão dolorosa quanto "fracassada".
Ah, se não me achasse mais do que sou, saberia aprender ouvindo.
Reconheço que se o que me disser não tem efeito, e a culpa não é sua.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
É parecido.

Tal como num sonho, tão real quanto um. Intendi tudo que era dito, pensava e respondia na mesma hora! Tal como a realidade, via meus olhos brilharem pela eternidade, vi minhas paginas molharem. Borrarem, até que ficaram tão ilegíveis quanto se não estivesse as escrito.
Escrevi tudo, mesmo assim faltava, faltava tudo que eu tinha a dizer! Me privei do maior dos milagres, a fala. Hoje tudo que eu gostaria de dizer me sufoca a alma só por saber que o melhor foi me calar! Se falace morreria mais cedo, mesmo estando rápida e continua enquanto durmo. Apenas durmo depois de pensar já que nesse sonho medonho, a maior das dificuldades é dormir. E ter a impressão, de que esses dias são apenas horas. Acaba por afirmar o tal ar de sonho!
Acordarei em breve, e me verei onde quero estar. Cercada daquele amor ausente, banhada na ternura que choro durante o dia. Me verei acordada e vou poder dizer mais, do que já disse a garota que sonha em viver a realidade de seus sonhos. Tal como aquela que no sonho dizia pra eu não ter medo pois a dor passará logo. Dor, há dor? Já não há nada alem de dor e falta. Tal como no sonho que tive naquele mesmo dia!
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Dance of Days,Quem Vai Limpar O Quarto De Gregor Samsa?
Dores
Enfrentei o sol incomodo e minhas futuras reações quando percebesse que estava me cansando em vão! O pior, a cobrança? Não posso ser cobrada, só prejudiquei a mim mesma. Só a mim cabe essa cobrança!
Eu² - Porque não conseguiu, sua fraca?
Eu- Porque não sou capas oras, e tenho esse direito!
Eu²- Direito de que criança? Se ao menos soubesse oque isso significa!
Eu- Significa que não devo ter pena de mim mesma!
Eu²- Isso jamais terá de mim!
Eu- Estamos intendidas então.
Eu²- Não estamos não, ainda não te intendo! Se tem esse direito porque se dá motivos... Pare de chorar então... Disse não ter pena!
Eu- Eu sou fraca, não é surpresa que não intenda a mim mesma. Choro sim o alivio vem daqui a um tempo, não choro por pena choro por ele.
Eu²- E a culpa?
Eu- Essa anda sem dono por enquanto, espere um momento, atenderei-a em breve.
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domingo, 21 de fevereiro de 2010
Minha Felicidade

Prenderei minha felicidade num vidrinho, o mais enfeitado e caro que eu achar. Deixarei no canto mais arejado, perto à janela. Onde o sol bata mais forte e mais bonito, darei a ela o melhor do meu mundo, a farei um pedestal. Vou guarda-la eternamente sem usar, calarei-me toda noite enquanto penso em como agradarei minha felicidade. Farei dela meus motivos de vida, e nunca mais vou pensar em nada. A não ser nela, naquela felicidade que por mais murcha que se torne através do tempo. Sera ela a única, a minha felicidade!
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Rsrs

Vou cantar alto e claro, dançar igual a Beyoncé,
Deixar algo marcado hoje!
Eu vou rasgar os mantos hoje,
Vou dizer todo oque penso, rir do que não pode.
Mandar ele se calar e dizer tudo que não me deixaram ontem!
Hoje vou me olhar no espelho, ver só as qualidades.
Vou passar batom vermelho e mandar beijo pra mim mesma.
Vou fazer de hoje o dia feliz que esperei durante anos
não vou lembrar de nada, não vou pensar em nada.
Viverei todos aqueles dias hoje,
e ninguém vai impedir!
Não hoje.
Mais
Pensei voar por entre as arvores, entre as sombras que me cercão.
Calei meus medos gritando-os, e me senti no alto, fortifiquei todas as certezas apenas respondendo minhas proporias perguntas. Menti por medo varias vezes, e foi em meio as certezas que meus sonhos se dissiparam no voo. Mesmo fazendo meus sonhos de asas, as estraguei quando ainda fracas. As forcei a a voar mais alto. Parece injusto... Por tantas vezes voei e vi tudo de cima, e mesmo assim queria mais.
Hoje depois de dois dias sentindo dor sem saber porque, descobri que eram as asas, que arranco toda vez que crescem.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Mentira.

Sussurra no meu ouvido que a vida é cruel, que toda verdade vem à tona.
Me encosto em uma parede, até passar o tempo.
Talvez me volte o equilíbrio, talvez não mais me incomode o vento,
E me prove que essa dor, é tão ou mais mentirosa do que esta.
Que diz ser alma quando é só o que resta.
E finge que não liga se essa dor não for embora,
Pois aqui cansada esta quem por fora ri, por dentro chora!
Mais
Som
- Maldito suspiro!"
Mais
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Traumas
Hoje que sei como conviver com animais.
A ansiedade aguarda o fim,
Lamento que este seja um presente à mim.
Tentei deixar de pensar assim,
Deixei-me pensar, que passar o tempo melhoraria.
Que depois de tudo ainda sentiria alegria,
Pelo tempo ficar para traz.
Na intenção de fazer valer todo escrito naquele cartaz,
E por saber do pouco que é capaz.
Só quero agora morrer em paz.
Mais
Mais lagrimas
Que isso não seja só mais uma das coisas que quero, e apenas quero. Exijo que não!"
RENÚNCIA
Chora de manso e no íntimo... Procura
Curtir sem queixa o mal que te crucia:
O mundo é sem piedade e até riria
De tua inconsolável amargura.
Só a dor enobrece e é grande e é pura.
Aprende a amá-la que a amarás um dia.
Então ela será tua alegria,
E será, ela só, tua ventura...
A vida é vã como a sombra que passa...
Sofre sereno e de alma sobranceira,
Sem um grito sequer, tua desgraça.
Encerra em ti tua tristeza inteira,
E pede humildemente a Deus que a faça
Tua doce e constante companheira...
Manoel Bandeira
Passado

E assim ela passa, como se não passasse. Tal como foce estatua, parada e respirando, contando uma historia. Permanecendo por décadas, passando pelos mesmos lugares, com os mesmos pensamentos. E não intendendo nada, passando e respirando com dificuldade. Pois enquanto ela passa tenta intender o seu redor, e tenta também não ser prejudicada por ele. Tenta não esquecer o que ia dizer e conseguir se concentrar naquele pensamento.
O que é difícil já que há muito silencio à processar, e ela por cansaço das pernas, pelos calos da caminhada. Já não sabe o caminho que fez, fez o mesmo caminho por tantos dias!
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Num dia qualquer se fez a historia.
Era uma vez um sentimento, este que não existia sozinho tinha dono e causador. Sentimento que não passa, que só é quando quer ser e quando sabe o que é, nesse caso esse se descrevia. O dono, amigo chegado , tão amado quanto vivente. Tão precisamente companheiro que tornara fácil distinguir seu apego por seu causador. Este o fazia amando, bem queria como a vida. Vivia da felicidade dele e só junto dele vivia, mas como tudo tem porem aqui esta o que faltava. Por mais querido um pelo outro, por mais feliz que se sentissem, mais vívido, sempre havia uma falta, falta essa que havia em ambos, e era isso que só era, o motivo de se amarem. O que os fazia querer bem era justamente saber que um não bastava para o outro, e mesmo assim continuaram juntos. Viviam suas vidas juntos como possível e como gostariam, viveram com as vontades que tinhão, não duraram muito tempo. Não chegaram a ser velhos, nem a pensar na verdade da vida. Muito menos morreram completos um pelo outro.Ninguém completa, nem era completo e permaneceram assim, incompletos e felizes mesmo faltando algo. Um respeitando o outro, ambos sabiam o que faltava, só não fechavam a lacuna por pleno e presente respeito.
Pois que estes sabiam oque era sentir falta e sabiam também, que muitas vezes é o que falta que fazia o outro ser o outro e sem essa ele não seria mais ele.
A única coisa que foi capas de separá-los foram eles mesmos quando um mais corajoso ou covarde, tenta o que o outro pensa em fazer, e faz como se foce realmente capas!
Em outro dia qualquer onde uma historia se acaba, ambos acabaram na tentativa de libertação do outro. Um tentou morrer, sobreviveu pelo outro, oque não muda o fato de que tentou, e que ambos tentariam de novo. Acabou-se os amigos mais se manteve a amizade, e digo agora que a historia acaba aqui pois os personagens se modificaram, mas se negaram a mudar a historia!
Fez-se aqui o que fizeram e farão!
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
- As coisas são assim e pronto!
Da uma vontade de ser a criança que deverias ser, voltar todo o tempo que cresci antes da hora, parar de ler pessoas tristes e parar de se identificar com elas. Não querer ser nada enquanto cresce e não ter certeza do que vai ser e nem de como as coisas vão acabar nesse ritmo!
.-.
Feridas tão antigas que eu nem lembrava da existência. Por muitas dessas vezes desejei gritar a quem quisesse ouvir, as mais absurdas palavras. Algumas só queria dizer por não saber o significado, pouquíssimas foram as vezes que dizer me proporcionaram alivio, jamais senti alivio por dizer. Senti muito mais alivio quando eu mesma me ouvia, e dizia pra não ter pena de mim mesma, para que esse privilegio não foce tambem oferecido aos outros!
As vezes por um tempo, ainda me ouço chorando.
Como seria?
Se tudo que você, ele, ela, ou ninguém fizesse, tivesse o mesmo efeito em todo mundo; se eu errasse eu pagaria, ela erra ela paga. Assim simples e justo!
Simples seria se o justo tivesse o mesmo significado pra mim, pra você e pra ele. E que o bonito fosse bonito porque é, não porque eles dizem ser!
A facilidade seria menos covarde do que a realidade. E até a tendencia de que o que é fácil pra você é impossível pra ela ou eu, seria simples e bonita de se intender.
Pense como seria se o absoluto foce o mais fácil!
Todos viveriam felizes.
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domingo, 17 de janeiro de 2010
Dormir bem.
Janeiro de 2010, um mês para as aulas, quatro para meu aniversario de 17 anos, acredito eu muito mal vividos. Mas uma madrugada parada, monótona, a TV ligada, sintonizada no menos tedioso canal que consegui encontrar. Mudei de canal por mais de maia hora, tanto que não sei se por tédio ou por simples desanimo meus olhos pesavam e pesavam, peso não de sono.
Teoria sobre pensamento, sendo este meu e só, de mais ninguém alem da criadora de teorias absurdas! Por isso descarta-se estudo sendo que meus pensamentos seriam necessários para tal e eu não me julgo capas de avalia-los.
Pensei por muito tempo, tempo o bastante, por não ter sono e estar deitada olhando pra cima no escuro, havia muito a si pensar já que tinha pouco a atrapalhar os pensamentos, pouco mais que uma fasta na vizinhança onde se ouvia a agradável e dançante musica da Banda de Forró " Calcinha Preta " oque podia ser pior, já que estava ocupada tentando ignorar tal maravilha musical!
Dai que veio o contesto " meu pensamento " sendo esse o foco de todos os dias, "Meu Pensamento e A Enrolação" a chegar logo ao real sentido de horas.
A "Teoria" consiste no seguinte: " Eu em meu próprio pensamento jamais descobri o porque de pensar em tudo menos no necessário, e que meu necessário é diferente do comum. Sempre, assim que possível, ao invés de concentrar minha atenção em um dos muito pensamento que tenho. Ha tanto a pensar tantas importâncias, tantos detalhes que mudariam menha forma de enxergar que acaba sendo mais fácil inventar algo sem importância para que eu tome meu tempo até que durma, deve ser esse o truque pra dormir bem no mundo de hoje! Nada alem de pensar no inutil. "
Levarei minha vida nesta linha talvez!


