Páginas

sexta-feira, 28 de maio de 2010

É tarde

Não dormi bem, passei a noite suspirando vontades, presenças. Ouvi seu nome a noite inteira.
Até meus olhos se encherem de lagrimas e com muito custo dormi. Demorei a dormir, foi um sono raso.
Sempre que o vento batia na janela, ou mexia as folhas das arvores era como se ouvisse seu nome de novo. E meus olhos se abriam por inteiro dentro daquela escuridão do quarto. Mais um motivo pra suspiros...
Há noites que não quero mais silencio, noites que não quero a noite. Dias até, que não quero nada! Já quis fugir, pra longe, rápido. Como se o vento fosse sopro, as cobertas teus braços quentes, talvez eu precise de mais do que isso. Mais do que essas vontades boas, que me invadem do nada, mais do que ser só apaixonada!
É cruel! Eu garota sozinha, ouvindo seu nome sozinha, sentindo teus braços sozinha, mas não posso te-lo enquanto só.
É cruel!
E você é o dono do meu mal humor. Pago por mim, pelos que amo, pago até por aqueles que odeio. Só pra dizer que sofro mais do que devia, só pra ter uma desculpa pra suspirar a noite, enquanto sozinha!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Isso passa


O mal que me obriga olhar um ponto fixo involuntariamente. Deveria fazer bem, e não intendo porque esta tudo ao contrario. As coisas do lado de dentro falam mais alto que qualquer imagem em volta. E não sei se por costume, já que não intendo nada, uma vontade de chorar. É uma péssima faze pra esse tipo de coisa.
Desejo agora, com todas as minhas forças que o final da historia que nunca contei, se concretize. E tudo não passe de um sonho... Sonhar é oque há de mais real no mundo, esse mundo não merece nada vindo de mim, nada. Mundos só existem em lugares distantes.
Sera que algum dia vai fazer sentido.
- Agora era fatal... ♪

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Mais uma vez


Como se repetir fosse necessário, só pra confirmar o que já foi dito. Se falo varias vezes as mesmas coisas é por que quero que as pessoas intendam da maneira que se deve.
As coisas tem essa mania irritante de mudar de significado dependendo do dono do olhar, e as vezes esse dono é tão irritante, ai acabo odiando o que digo, mesmo odiando repetir , e repetindo de um jeito diferente, é para facilitar o intendimento. As vezes o meu intendimento. Não é que ainda tem gente que vê do mesmo jeito, acho incrível isso, não sei se me parabenizo por conseguir falar uma única coisa de mil jeitos diferentes. Ou deva perguntar ao individuo se ele tem algum problema, então simplesmente mudar de assunto, deixando aquele de canto, apagar todos os vestígios de tais palavras mal explicadas. Talvez eu desista de explicar tanta coisa sem importância, sendo que a única que se importa sou eu, e as vezes nem isso. O intendimento das coisas depende da mente das pessoas, tem gente que vê menos cores que outros.
Ah, se fosse meu o mundo, coitadas das pessoas, não iam intender nada!

Conjunto


Por dias vivi esquecida, isso atrapalha. Não só o meu esquecimento como a insistência das pessoas que esqueço e as vezes querem voltar às minhas lembranças , não faço muito esforço pra esquecer, é quase que automático.
Esqueço as coisas mais essenciais da vida, dias até esqueci meu nome, não sabia quem eu era e voltei pra casa cansada de tanto procurar alguém que me conhecesse, nunca fui muito boa com nomes. Tanto que comecei a anotar quem eu sou!
Isso acaba sendo um mecanismo de defesa, forjei pra mim mesma um ralo na ponta da memoria, tudo de pequeno ou novo que tenta passar por ele cai e se perde, some. O ralo não tem filtro, é mais largo que a entrada e muitas vezes tropeço nele. Geralmente quando quero lembrar de algo, passo a informação por um outro caminho sem armadilhas, onde ela flutua até onde eu quero que fique. Mas ando tão sem vontade de nada! Nem sei realmente porque insisto em adquirir informações novas ou reaver antigas.
Esqueço mais nomes que qualquer outra coisa, é preciso um intervalo de meses ouvindo o mesmo, para fixar o nome no dono e dependendo do grau de importância do individuo, esqueço até o rosto. Ou as vezes só lembro do jeito, ou então de como ele tem uma risada estranha, do que eu disse e depois morri de rir, só guardo informações desimportantes.
Como que o nome do meu primeiro amor era muito excêntrico, rio quando lembro do fato deu não lembrar desse nome tão incomum. O olhar é que eu me lembro, nunca esqueço, vivo procurando aquele olhar. Talvez, da próxima vez que ouvir aquele nome, eu lembre de todo o resto das coisas.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Tente despertar do sonho escuro onde você se acomodou,um dia quero ouvir sua voz bem alto, e não ter que sentir pena! ~ ♪♫









Frankenstein Do Subúrbio, Luxúria

Atenciosidade .-.

- Guarde pra mais tarde suas flores regadas a culpa, mesmo depois delas não preciso de suas desculpas, mesmo implorando todos os dias. Talvez eu também tenha que me desculpar, deveria ter chorado antes na sua frente, polparia sua voz e meus sentimentos, quem sabe a culpa foi toda minha, quando sabia desde sedo que você não sabia oque estava fazendo. Se tivesse ignorado que você teve chances de fazer diferente, poderia ajuda-lo a corrigir seus erros. Agora temo ser tarde, já que chegamos a este ponto, onde desculpas não soam como deveriam e lagrimas não comovem. Pobre homem, não teve com quem aprender e não soube aprender sozinho , não se polpa da culpa de ser um mal pai. Sei agora de onde herdei minha covardia, arrependimentos hereditários que temo eu, levar aos meus filhos. Ao menos se ele soubesse a palavra chave!
Uma dança que eu pretendo terminar.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Compasso


- Não, meu coração não bate!
As vezes ele fica parado em silencio, esperando que algo aconteça. Ele pode até fugir de meu corpo que eu só percebo, quando sinto a sua falta!
Ai ele bate descontrolado e quem foge dele sou eu!
Faz favor pra mim, segura forte meu coração, aperta?! É disso que ele esta precisando.

domingo, 16 de maio de 2010

Conto: Tuga II

Casas barulhentas e vazias não bastavam à Tuga, onde tinha som estava ela, dançando 24 horas por dia, sem preocupação nem culpa.
Alma penada, ao menos era alma e sabia o seu significado, era mais interior que exterior, mais profundidade que fundo do buraco! Tinha tato olfato e uma sensibilidade maior que ela mesma, como se sentisse a vibração do som a distancia, mesmo que só um ruido.

- Nunca, uma festa é alegre por inteiro!

E lá estava ela, com seus olhos coloridos, enormes e todo o resto preto e branco, cinza. Observava aqueles invisiveis, que mudam os nomes das festa, ou só empregam outro significado ao nome. Com todas as suas bitucas de cigarro, queimando seu interior e fingindo que não percebem, fingem que é só o cigarro que queima.

- Os solitários intendem que a solidão é tão preciosa quanto uma companhia importante. Alguns enquanto sozinhos até agem como acompanhados. Outros nem isso.

As vezes enquanto na festa, Tuga escandalosa, distante, convidava um ou dois para dançar, demoradas baladinhas radiofônicas. Algumas danças rápidas, minutos, horas, dias...Anos. Vezes até, a dança passa de pai pra filho, ou à família toda dependendo da habilidade na dança. Gerações que não terminam uma única dança, a musica muda, os pares se desfazem e a dança continua.
Rodopios e movimentos de mão. Dificuldade! Essas demoradas as mais bonitas, bem feitas, acabam sendo também as mais simples mesmo com as maiores dificuldades. Devido a demora, o numero de passos e a variedade de notas que estruturam a melodia, cada detalhe grita, toda linha tem um nome e numero de serie. Tipo de coisa que gruda na memoria e absorve o tempo como se a dança começasse aquele instante. E Tuga não se cansa jamais.

- Existem sons eternos!

sábado, 15 de maio de 2010

Fins

Finjo que o ar é mesmo leve
Carrego peso nas costas e mesmo cansada,
Acordei disposta... Sono sem sonho
Tempo prolongado. Olho pisca
O ar pesa
Eu canso
Paro

sexta-feira, 14 de maio de 2010

regresso :D

- E nem pude dizer " já volto" .
A ausência foi obrigatória, mas as vontades continuaram se agitando em meio aos dias. E delas cresceram ideias, e eu que pensava que dessas coisas não nasceriam nada.
Continuei, aqui estou!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

I'm so happy 'cause today I've found my friends, they're in my head...
I'm so ugly, but that's okay, 'cause so are you ,we broke our mirrors...~♪♫




Lithium , Nirvana

Compartimento

Eu ouço o barulho do vento na minha cabeça.
Nada parecido com assovio, esse parece dança.
Vai de um lado pro outro, como se quisesse chamar atenção
Não tenho atenção nem comigo.
Barulho bobo, não vai conseguir nada alem de mais um pedacinho solto!
Se ele agitar muito, acaba pisando em cima
esse pedaço é necessário
Um dos piores, mas sem ele nada se encaixa,
Sem ele fico incompleta.


HaHa .-.


Não sei o nome, é uma coisa que vem brusca mas pra meu desespero, vai tão lento, devagar, como o tempo em dias como esse. Pensei que era medo, aquele medo que nunca passa só dorme de vez em quando, um sono raso, qualquer barulho acorda, qualquer imagem agita, uma agitação cansativa.

- Ai, que cansaço!

Ela tem um olhar de deboche, não ouço oque ela diz, o olhar já basta. Me encara não sei porque, só pra ter o prazer de me ver mal, sera que ela presta tanta atenção assim? Acho que sim, parece. Devo ter medo? Aquelas pessoas coitadas... Só se sentem bem ao ver o outro mal, coitadas daquelas pessoas que só são a alegria delas!
As vezes fico curiosa pra saber, se o sorriso daquelas pessoas, faz alguém feliz alem delas mesmas. Sera que aquele sorriso debochado faz alguém sorrir?! Não deve valer muito um sorriso que faz mal e eu que pensava que era egoísta... Ainda tenho muito a aprender!
- Não, não sou nenhum tipo de retardada, meu único problema é pensar de mais, ainda não aprendi a pensar, ouvir e andar ao mesmo tempo! Dai você tira essas conclusões.. Ta bom, devo ser algum tipo de retardada!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

.

Muita gente acredita, que quem se descreve se limita.
Um dos meus motivos de orgulho é saber falar de mim com uma naturalidade única, o mesmo que respirar, me limito do jeito mais claro e belo que conciso, sempre, as vezes até me supero, quase sempre acabo fugindo de mim mesma. Acredito que se limitar seja uma arte, tudo que sou esta no que digo, ouço e leio. E assim eu me limito a todo o resto existente em mim. Acredito eu, que é melhor do que ser um buraco sem fundo, quando limitada posso ser oque desejar, colocar empenho no que quero ser , dai passo a ser tudo que limito.
Para haver transformação, necessita-se ser algo, ninguém tira magica do infinito, é extraído de um lugar limitado, um universo. E pensar que é preciso ser imenso ou indefinido pra ser profundo, é um pensamento no minimo... Minimo.

terça-feira, 27 de abril de 2010

respostas..


- Mas, eu vou ficar sozinha?

- Sua solidão não é a questão aqui, existem horários, obrigações, sacrifícios a serem feitos. Seu futuro que esta em jogo!

- Terrei um futuro?

Conto:Tuga I


- Juntei muita coragem pra falar isso aqui ta bom?! Peço que escute com carrinho, desculpe se estou incomodando. Seja quem for, encare isso como um pedido de um filho, vim aqui pedir um favorzinho a quem estiver ouvindo.
Meu nome é Tuga, não sei direito quantos anos tenho, nem o nome da minha mãe ou pai, não me lembro nem do rosto deles. Nunca aprendi o que deveria,acho que meus pais nunca me quiseram, me abandonaram antes que eu pudesse enxergar direito, devia ser um fardo muito pesado e eles parecem ter ido tão longe, cansariam-se rápido se tivessem me levado. Desde então vago por um lugar sem nome, vivo de migalhas que mesmo me alimentando quase todos os dias, ainda cinto um vazio no estomago as vezes acho que sou um buraco sem fundo. Aprendi a me virar sozinha por essas ruas frias, é sempre tão frio aqui.
Queria saber se algum de vocês pode me ajudar a voltar pra casa, algum, qualquer um. Ouço sempre tantos nomes, tantas figuras importantes passam por esses meus olhos. Sempre imaginei que um de vocês tinha alguma coisa haver comigo, sempre que ouço alguns de seus nomes, sinto que cresço mais um pouquinho, assim como se eu ficasse mais velha, e ao mesmo tempo fica mais frio.
Me acostumei rápido com esses ventos, mesmo fortes me ajudam a dormir.
As vezes ouço um assovio de longe que parece um vento forte, mas quando chega é só uma brisa leve, ainda gelada.
Talvez se alguém pelo menos disse se quem eu sou, ou o motivo deu ter ficado aqui, poderia me ajudar em alguma coisa, qualquer coisa. Durante o tempo que estive aqui, tudo que queria era um pouco de atenção sabe?! Como se não me encarassem com a atenção necessária, só mais um pouquinho já me deixaria satisfeita, o suficiente pra acertarem meu nome. Já me chamaram de cada coisa... Mimika, Nestašica,Svjež, entre outros nomes que pertencem a outras pessoas. Bem que eu queria me chamar diferente, mas temo que só este descreva quem eu sou, o único que pode ligar qualquer coisa a mim. Acho que se fosse outro nome, essa conversa seria diferente.

domingo, 25 de abril de 2010

As vezes é ate cômico, o jeito como as coisas andam. Tenho sempre as mesmas certezas, as mesmas derrubadas em um dia tão pequeno, numa vida pouco usada. É cômico, como minha teimosia não me atrapalha o necessário, o bastante. O preciso, pra que eu mude imediatamente de ideia, e continuo com essas, mesmo sabendo que vão cair no final do dia.

Estrada



Parei numa curva cercada
Debaixo da arvore corcunda
Lá permaneci parada, respiração pesada
Como se andasse de domingo a segunda
Achei que se pensasse bastante
O suficiente pra ficar acordada
Quando parada andaria, mesmo que só um instante
Acabei no mesmo lugar jogada
Debaixo da escada aos pedaços
Acredito que fui poupada
Do impacto, feridas, estilhaços
Quando no fim só estava parada
Não vivi nem morri devagar
Só continuei sem nada.

E por mais fácil que pareça estar
Esperando que o tempo envelheça
Entre todos, o maior medo é ficar
Sem que mais nada aconteça


~ Tatah Best'a da Minha Vida
Quero sempre vc pra mim, pra sempre! E ai quando eu te ter comigo, vou ser feliz sem olhar pros lados.
Seremos felizes pra sempre, igual nas historias de magia, ai com tanta felicidade em nós duas, seremos eternas crianças num mundo todo preto e branco, onde nada mais existe alem de brisas e risadas.

sábado, 24 de abril de 2010

Não diga que é mentira, por favor não me deixe inquieta. Não me polpe de acreditar, deixe-me enquanto posso, enquanto quero esse sim. Descrenças já consigo sozinha. Fique quieto, finja que eu não espero nada. E continue assim, me fazendo acreditar em tudo, já é uma grande ajuda.

Um vem depois do outro


Prefiro pensar que é sincronia, não sei, talvez seja só impressão, prepotência. Mas prefiro pensar que é sincronia, e ignorar o fato deu me apaixonar por palavras, quando juntas mesmo separadas.
É mesmo sincronia.
Como aquela fala no filme que entra no momento certo, e se encaixa no espaço entre a imagem e a situação. Tantas possibilidades, muitas ruins, boas. Prefiro continuar acreditando ser sincronia, minhas crenças afastam os maus pensamentos, mesmo eles tendo tantas chances quanto os bons. Talvez até sonhemos com as mesmas coisas. E mesmo se for, acredito que depende do meu desejo de que seja, o resto não importa, é pura sincronia!
Não consigo, só e simplesmente isso. Sim eu tento até de mais, acredito. Mas no fim não consigo, ai odeio os finais, paro no meio e acabo não disendo tudo. E sempre tem mais alguma coisa. Pra onde vai tudo que resta, falta, sobra? Não vai e é esse o problema, fica aglomerado dentro de mim, e não consigo.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

ARG

Queria um jeito de fincar meus sentimentos no chão, uma grade, gaiola, seja o que for. Só uma vez, não ver eles escaparem de mim. Numa hora um, outra outro, como se eles fossem tão indecisos quanto eu. Sem controle, disciplina ou qualquer coisa que determine hora e lugar pra aparecerem. Vem e vão sem controle como se fossem meus donos, mandão em mim, e se revisão descontroladamente na tentativa de me enlouquecer, e conseguem...
Se eu fosse dona do mundo, dona do tempo, certamente seria uma bagunça. Muita gente me odiaria, e com motivo. Se meus pensamentos são assim, como cuidar de um mundo inteiro? Seria bem bagunçado, limitado, seria meu e só!
Se fosse meu o mundo, alguns dias durariam para sempre, que importa se não vou viver outros melhores?! Aqueles dias me bastariam, aquelas horas, aquele ar, aquela graça que só existia ali e em nenhum outro lugar. Se eu pudesse viveria de lembranças, desses dias de esquecimento, onde nada importa! Ah se fosse meu o mundo....

Esses dias

Isso realmente me faz bem.
Como se o mundo sorrisse pra mim o tempo todo, e mesmo assim, tudo isso não importa. O que importa eu guardo comigo, no mais profundo, estão aquelas poucas coisas importantes. Mas quando acaba, sempre que acaba. Eu caio de novo, e naquele fundo que guarda tudo, é como se não tivesse nada, e as coisas que estão lá, as poucas importantes, acabam piorando o impacto, machucando quando deveria amortecer. Ai odeio os finais.

domingo, 18 de abril de 2010


- Isso passa, se não passar dá-se um jeito!
Assim espero.

sábado, 17 de abril de 2010

Futuro


Parada, caída e coberta,
Tento ver um alem no desespero.
Vi da janela que ali entre aberta.
As consequencias de pouco tempero,
Entre todas das poucas a descoberta.
Em quanto cavo devagar e certeiro.
Um sorriso, que me tome a janela aberta.
Repeti varias vezes, as intenções mais óbvias.
Por lágrimas, por calos, por medos.
Cai em tentações sombrias.
Mordi varias vezes meus dedos,
Tentei prolongar meu tempo.
A falta dele reforça meu laço,
Este se afasta um momento.
Realça minha vida, lhe arranca um pedaço.
Me toma tudo que foi e vai ser,
Amarra meus medos em suas linhas de aço.
E assim permaneço como em primeiro momento.
Parada, caída e coberta.

Mais
Nem perdição, nem firmamento. Nem julgamento, nem redenção. Nem emoção, nem pensamento. Nem desalento, nem salvação! ~ ♪






Cobra de Vidro, Banzé
Quando na mão das pessoas certas, palavras certas. O nada fica tão cheio de coisas que chego a não acreditar no nome!

Amor?

Eu queria mais, mais do que ter certeza. Queria saber acreditar que ele me vê de um jeito único, como ele diz. Quando ele diz. Parar de fingir que não intendo, ou perguntar logo se estou intendendo certo, tudo, ou não é nada alem de fantasia. Como eu queria, esquecer que oque o atrai é minha tristeza, ou o fato deu falar sem pensar, sem parar, sem sentido. Ah, se fosse meu o mundo!
Desenharia ele ao meu lado, do jeito que eu o vejo, só as palavras, só a companhia, só o esquecimento e inquietude. E então não vou odiar os finais, e me concentrar no decorrer. Só consigo prestar atenção nele!

Mesmo assim

Talvez seja falta de delírio,delírios saldáveis que te fazem acreditar que sim, mesmo sabendo que não! As vezes é preciso...
Deu vontade de reunir tudo que sinto, colocar em algum lugar a mostra... Ninguém liga, ninguém sabe mas dói. Hoje eu queria gritar! Mas me contento com barulho! Lá vou eu me esconder no barulho. Consegui me concentrar, foi mais difícil esses dias, escrever era impocivel sem isso. E em dias como esse, com essa confusão de ideias, escrever é oque me resta e faz sorrir. Mesmo eu só falando de coisas tristes.
O nome daquilo é esperança, aquela mentira benigna que damos à nós mesmos, é um presente inocente, precioso. As vezes falta, como hoje. Faço isso comigo, digo que um dia vou conseguir escrever sobre as coisas que me fazem sorrir, e que mesmo meu bem estar dependendo disso, se torne uma coisa boa.

quinta-feira, 15 de abril de 2010


Há dias, que tudo irrita! Hoje. Tanta coisa sem importância, para que!? Vejo tanto excesso em tudo, a falta, acaba sendo a coisa mais irritante de todo o dia. Até os dias são em excesso.

“ Me de um impulso que eu pulo, mas antes amarre a pedra! Se desperdição tanto entulho, não faz mal fazer uma boa ação, não é verdade?! Se achar a pedra muito grande, amarre duas menores. Sim. Eu mereço, não mereço?! Se perguntão todos os dias se já fizeram, eu afirmo.
- Atirei pedra na cruz!
A cruz deve ser tão verdadeira quanto minhas outras incarnações, pois essas sim, eram uma coisa do Demônio! Como sei? Não preciso saber, já atirei a pedra mesmo, amarra logo! Quando eu fizer o sinal empurra, mas com força. Vai que eu mudo de ideia, desespero! Medo deque a pedra volte. “
Como se a vida fosse ao contrario, talvez eu tenha que aprender a morrer antes de ser imortal... ♪♫
Talvez eu tenha que ser toda lagrima antes de sorrir com o corpo todo, ou apenas tirar da total evidencia os detalhes maldosos, e então andar despercebida, entre as coisas boas da vida.
Assim não preciso caçar os dentes, um a um, tentar compor um sorriso inteiro. Um dia vou encontrar no supermercado, evolução!
Ninguém vai devolver sua vida quando perceber que deixou tudo pra trás. ~ ♪




Mais Um Café Gelado Por Favor,Dance of Days

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Hoje eu decidi muita coisa, muita mesmo, minhas decisões são confusas. Como se pensar eternamente fosse mais fácil que decidir alguma coisa, tanta coisa... A maior das decisões, talvez a mais simples mas a maior.
O modo como eu mudo de ideia a cada minuto, talvez dificulte ainda mais essas mudanças a cada decisão. Mesmo sabendo que corro o risco de voltar ao ponto inicial, uma de minhas decisões de hoje, foi aprender a conviver com os riscos. Mas não foi essa a maior delas.

Nunca fui muito extrovertida!

1, 2, 3

Revejo as senas como se deixasse escapar algum detalhe, faço de tudo para que isso não aconteça, mas acaba sendo inevitável. Tudo que vem de mim, tudo sem exação, merece mais atenção do que dedico! E sempre quando lembro disso, revejo e encontro aquelas coisinhas que antes invisíveis, gritão mais que o conjunto inteiro! Como se eu inventasse mais coisas do que realmente tem, acrescentasse cacos e navalhas onde antes havia apenas vento, poeira.
É frustrante, irritante, insuportável. O cuidado que tenho que ter comigo mesma, quando minha vontade é de comer veneno! É desolador tudo que tem em volta, dês da consciência, medo, apego, até a hora que minha respiração aumenta, faz uma pausa, e acelera como se apostasse corrida com meu cérebro pra ver quem chega mais rápido, a solução ou o ar... E acabo não decidindo a quem favorecer! Talvez se existisse uma terceira opção!?

E sopra !





A intenção... Ser simples, sincera, sem fingir nada. Escrever do jeitinho que penso, sem interpretar os pensamentos, sem significados só e mais nada, a não ser o que estiver aqui.
Tudo que estiver alem, não vem de mim.
Um lugar de crescimento!

Diário, e com trilha sonora.

segunda-feira, 12 de abril de 2010


Já desejei ardentemente ser única no mundo, com todas as forças, como se uma fada voltasse a vida com a ninha vontade. Pra mim, era muito melhor pensar que só eu queria um lugarzinho confortável, com um jardim maior que a casa, e borboletas de todas as cores.
Se encontrasse, não me sentiria mal em não querer dividir com ninguém.

- Aquela nuvem parece um monte de fumaça...

domingo, 11 de abril de 2010

Assovio


Quis fazer uma homenagem às crianças vomitadas, que erraram em ouvir os sussurros maldosos, que lhe jogavam dês do nascimento, dizendo que o barco ia afundar, e que mesmo sabendo que sim, deveriam acreditar que não!
Dedico aquela melodia, que não sei o nome nem como se canta! As crianças com olhares tristes, que foram mastigadas, engolidas e vomitadas! Enquanto ouviam por todos os lados que não fariam bem a ninguém, e mesmo sabendo que não, deveriam acreditar que sim.
Ofereço palavras de conforto, as crianças afundadas, que cansaram de ouvir o sim e não, e pularam do barquinho antes que afundasse, na esperança de boiarem e em fim provassem o contrario as outras crianças, que sempre ouviram, mas nunca viram quem disse.
Lembro sempre dessas crianças, sempre que vou buscar madeira, estudar possibilidades, e volto a construir o barco fechado, forte.
Para que, por mais sussurrado que seja o nascimento, mas mastigadas que sejam as crianças, aquelas palavras não entrem, nenhum som prejudicial ultrapasse as forte paredes do barco. E enquanto construo, desejo que o mundo não vomite mais crianças, desejo que se cale, todo e qualquer som prejudicial àquelas crianças. Que foram julgadas, antes, durante e depois, mesmo sem saber o pra que do julgamento.
Assim quando eu terminar o barco, ele não vai passar de lembrança, e em fim vou ser capaz de acertar a melodia e ensinar as crianças.

sábado, 10 de abril de 2010


Tenho uma facilidade tão grande em escrever, comparando com o resto, é a coisa mais simples do mundo. Todas as outras me parecem tão difíceis, dês de atravessar a rua , até apontar um lápis ou prestar atenção nas coisas.
Não consigo lembrar oque me restava antes deu começar a me apegar pela escrita, e agora não sei oque me resta também. Sempre quis ser advogada, pra mim era como ser uma super-heroína, agora não acho grande coisa, sempre soube que não era capas disso. Talvez eu volte a desenhar roupas, como quando eu era criança e acabava com as folhas do meu pai. Fazia roupas pras bonecas, organizava desfiles milionários.
Provavelmente vou gastar um bom tempo no ensino médio, presa entre minha ausência e o mal estar. Sempre me senti mal dentro da sala de aula. Escola pra mim é sinônimo de tortura, não me lembra de ter aprendido muita coisa na escola, aprendi pouco, sei pouco, muito pouco. Mas o pouco que se aprendi em outros lugares, sozinha ou observando os outros... Sem prestar muita atenção.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

É tranquilo


Esses dias fui entregue a preguiça, esse frio cruel, faz lembrar que ainda não é inverno, mas esta frio como se foce. Fiquei eu embaixo das cobertas, parada, caída, pensando, tanta coisa pra se pensar. Tanta dor de cabeça, fico com dores só de lembrar de tudo que jogo no canto, tudo que lamento na esperança de esquecer. Eu até gosto do frio, mais do que gosto do calor, no calor o sol é desnecessário e pra mim não tem nada pior que alguma coisa ser desperdiçada, jogada fora. No frio o sol fica mais vivo, ele aquece.
Como doem mais os suspiros com esse vento gelado! O ar todo fica gelado, como se você só pudesse se sentir bem dormindo. Tudo que era incomodo fica ainda mais insuportável e o resto das coisas, ficam características. Tanto as boas quanto as ruins, o frio equilibra isso e nada transborda, nada sobra, tudo que esta lá é necessário, mesmo ainda faltando muita coisa , sempre falta. É como se o mundo estivesse parado, e se pode atrasar a respiração, prender o ar por alguns segundos, e ter a sensação de que acabou, de que finalmente acabou!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Ainda desejo um mundo parado, não apenas meu, mas absoluto.
Um mundo que não se abale as mudanças, um mundo neutro, imóvel, vazio. Que por mas forte se sejam os desejos, mais numerosos os conselhos, por mais violento que seja o vento. Tudo permaneça intacto e sereno. Parado, como nas fotografias.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Vem me buscar daqui, vem me fazer sorrir, vem me levar pra longe. Que só tua paz pode tomar minhas mãos e me tirar do escuro, pois nem imagino quanto se passou, desde que deixei de contar os muros e não sei se sigo ou desisto... E grito só entre os surdos. ~♪






Quando O Veneno Sobe A Lança, Dance of Days

.-. II

Poderia pular esse dia, queria pular esse dia!
Eu gosto de aniversários, muito, mas não vejo motivo pra comemorar o meu, ele sempre acaba em dor de cabeça. Trocaria tudo isso por um dia de silencio, sem ouvir a voz de ninguém, sem barulho, sem palavras, nem falsos votos de felicidade. Sem que me lembrem que estou perdida, sozinha, e que só a salvação não basta! Eu quero mais, muito mas que uma vida tranquila ou silenciosa, muito mas que uma vida feliz! Quero parar de lembrar todas as vezes que sorrio, dos motivos que tenho pra chorar e que não seja vista como estupida por isso, que não dissessem aos sete cantos que não passa de puro mimo!
Era tão bom quando tudo se resumia a " um ou outro", talvez se fosse esse tantinho mais simples, sem precisar de muito tempo pra intender, se tivesse passado menos tempo tentando me intender, ficar confusa não seria mais preciso...
Ainda tenho 10 dias pra imaginar a cena, milhões de possibilidades, ações e reações, quase tanto quanto o numero de lágimas que desperdiço a cada noite que imagino tudo isso, pra chegar no dia e dizer que já sabia, e me questionar o por que, deu ter ficado em casa!
Até esse dia passar, minha vida vai girar em torno disso...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Quanto tempo eu posso demorar pra perceber um erro sem ser burra?

.-. I

Faltam 11 dias exatamente! Odeio números quando desse jeito, 16 de abril minha sentença, é quando tento mudar tudo ao meu redor, toda uma vida, esperando que o próximo 16 de abril seja como o esperado. Esperando que os olhares mudem. Meu aniversario consiste no seguinte: sempre cai em dia de semana, por tanto sempre estou na escola, um professor simpático canta parabéns, eu rio com vontade de chorar, algumas pessoas me olham por um instante e dizem " parabéns!", mas na verdade não ligam. Eu não ligo também.
Meu aniversario sempre parece o final de um livro, o pior que se possa imaginar, como se eu mesma tivesse escrito, oque o torna pior ainda. Nada do que eu faço fica bom, não o tanto quanto eu esperava. O melhor do dia acaba sendo o bolo, enquanto as pessoas mastigam, meu pai não faz um discurso melancólico que mais me ofende que alivia, minha mãe não fala nada que possa ferir e meus irmãos por um instante não me olham com aquela cara tipica de " oque ela ta fazendo aqui?! ", estão ocupados comendo bolo.
Prometi que faria uma retrospectiva da minha vida todo 16 de abril, acabo deixando pro ano seguinte, pro próximo 16 de abril, oque não faz diferença já que todo ano é igualmente dramático e fingido! Poderia resumi-los, todos os 16, futuros 17, em apenas uma linha dramática e fingida.

Isso melhora minha ansiedade!
" Então surgiu a luz... e com ela a sombra.
Surgiu a dor... e com ela o alívio.
Para cada sensação, uma de igual valor e força em forma inversa.
E, em meio a isso, também surgiu a corda bamba e o trapézio.
E é aqui que se enxerga a equação em que todos estamos dispostos.
Alguns estão na ponta da vara onde há dor e sombras.
Outros na outra com a luz e o alívio.
E outros se equilibram... e são odiados por aqueles que estão em qualquer uma das pontas.

Para os que se equilibram a virtude é a sabedoria.
Para os que são equilibrados, a fatalidade é a fé.
E, para aqueles que conseguem enxergar a roupa nova do imperador, viver na corda bamba, em qualquer parte da equação, não faz realmente a mínima diferença. "

Nenê Áltro, Os Funerais do Coelho Branco

sábado, 3 de abril de 2010

Conto: Pontinhos Brilhantes II

Eu vou, mas minha mente fica
No momento do show, não era possível se ouvir nada alem das musicas, e era essa a intenção. Por isso os dois não conseguiram ouvir nada um do outro alem dos nomes.
- QUAL É SEU NOME? Disse ele, sem poder ouvir nem a própria voz, e acreditando ter dito uma palavra errada.
Ela só conseguiu ouvir " nome " e como era boa em fragmentos, disse em alto e doce som, perto do ouvido do rapas.
- ANDREIA! Acompanhado de um sorriso tímido, quase proposital.
- O MEU É LEVI, E VOCÊ É PERFEITA!
Ela sorriu novamente, e arrastou ele pra mais perto do palco, para que pudesse ouvir menos ainda. Chegaram o mais perto que conseguiram, dançaram, pularam, gritaram e se perderam nos braços um do outro.
Quando ela voltou pra casa no meio da madrugada, foi para o quarto em silencio para que seus pais não percebessem que sua presença pela casa, naquele horário se percebessem, não pensariam duas vezes antes e deixa-la de castigo por semanas, o que nunca a impediu de chegar tarde. Se jogou na cama e ficou lá, olhando pra cima, sonhando por alguns minutos, pensando; " de onde foi que ele veio, quem mandou ele e por que me faz tão feliz?!". Fechou os olhos, sorriu sozinha por mais um tempo e adormeceu.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Hoje, mais um dia em que pensei ser predestinada!
Tenho que aprender a separar realidade e ficção...

Conto: Tudo que eu fui quando cresci I

Uma bêbada que pensa?!

Hoje o álcool não fez o efeito esperado, e acho graça nesse fato. Não recebo noticias da minha vida faz anos, tudo dura sempre o mesmo tempo, mesma contagem. Quatro paredes, não 16 paredes, dezesseis sujas e velhas paredes, 19 anos, tudo que preciso pra continuar envelhecendo. Comida, roupa limpa, quando limpo, cigarro e bebida...

- Aquele velho me enganou, velho maldito, me vendeu caldo de cana dizendo que era álcool, isso não é álcool!
Olho pra cima e percebo que estou tão bêbada que nem me reconheço no espelho.
- Hahahahaah, criatura patética, nada faz sentido enquanto não tenho sentidos.
Coisas tão simples são as mais difíceis pra pessoas como eu, pessoas... Pessoas? Pessoas não são pessoas, pessoas não são humanas, nunca foram, pessoas sempre foram pessoas!


---------------------------------------------------------------------------------
Ruas, são só ruas


Eu trabalho no Douceur Bar's, se é que posso dizer que foço isso, sou stripper nesse lugar que é mais podre que a casa onde moro. Se pudesse explodiria aquele lugar, de preferencia comigo dentro, eu e o sujo do meu chefe, cafetão barato, broxa desgraçado, pensa que eu sou a mãe dele! Não sou prostituta, oque foço é arte, sei de pessoas mais bonitas que eu, que não alcançam metade do meu nível de sedução. Motivo de orgulho? Acho que não.
Quando mais nova, dizia que mulheres não são apenas um “pedaço de carne”, e hoje com 19 anos, sem muita diferença daquela época, ganho a vida fazendo com que pensem exatamente isso... Inteligencia? Cuidado quando for dar a resposta!
Moro com uma drogada, os pais não aguentaram os vícios e ameaças, lhe compraram um apartamento, e a jogaram a própria sorte. Não somos amigas, com certeza não é isso que somos, uma não encosta na outra, eu pago as contas e tenho teto e comida, quando compro. E durmo com alguns traficantes de vezem quando.
Os pais dela cuidam do resto, aluguel, gasolina, e eventualmente as drogas da vagabunda. É claro eles não sabem de nada, e eu finjo que acredito. Afinal eles fizeram tudo que podiam por ela, mas acho que a questão é oque não deveriam ter feito. Não pago aluguel e os pais dela não ousam me expulsar daqui. Sabem que se ela esta viva até hoje é porque não a deixei morrer, meu salario é oque poem comida aqui dentro. O dinheiro que eles mandão, adivinha!?
Sorte minha dela se afogar nessas porcarias, se cobrasse aluguel provavelmente estaria usando drogas. É só isso que posso comprar com meu salario de fome, é oque tem de mais barato nas ruas!
E eu já vivi nas ruas...
Ruth é minha amiga, melhor amiga se posso chama-la assim, a vagabunda já me roubou dois namorados mas eu me vinguei. Ela trabalha comigo, a víbora mais experiente daquele lugar, não a mais velha, mas te enganaria fácil se quisesse. Ela me mostrou um brilho tão incomum em seu olhar, acho que seu rebolado apaga todo ele, as vezes parece até que não existe. Ela foi quem me ensinou tudo que sei, e mais algumas coisas, se contasse tudo que aconteceu naquele camarim... Me ensinou a perceber oque eles querem pelo olhar, e mostrar que você tem tudo, mas que não vão conseguir tão fácil.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Feliz Aniversario

Os mesmos motivos,reações diferentes
Primeiro de abril é um dia de tristezas, dizem ser da mentira, mas pra mim é deferente tudo que esse dia me lembra, é pura e dolorosa verdade. Hoje quando acordei estava bem, mas é o dever da lembrança fazer lembrar os detalhes.

Hoje é aniversario dela, Amanda uma de minhas melhores amigas, ex-melhor amiga. Nem sei como aconteceu, e fiz de tudo pra que não fosse assim. Talvez se tivesse um final brusco o dia não me doeria tanto e as lembranças não seriam tão presentes e frescas quanto agora. Deixamos de ser amigas com o tempo, com as mudanças provenientes do passar dele, e do jeito como crescemos tanto juntas quanto separadas. Foi assim derrepente, um dia pensava conhecer ela, todas as manias, todos os olhares, e no outro eramos como estranhas. Ai meu sorriso não bastava mais pra faze-la sorrir.

- Oque foi Raquel, Que cara é essa?

- Nada, só pensando na vida!

- Você "brisa" de mais, termina a lição...

- Rrsrsrs, é, faz parte de mim.

Talvez se eu tivesse dito todo que precisava, ela pudesse segurar minha mão e não me deixar cair, mas de algum jeito, só por ela não saber que devia, me empurrou e cai. E perdi um ano de minha vida, entre pensamentos distantes e risadas forçadas, o pior foi que disso tudo só levei lembranças. Aquele tipo de lembrança que doí só por saber que existe, quando lembro daqueles dias em que pensei viver um pesadelo, lembro também que meu sorriso não bastava mais pra faze-la sorrir e era o sorriso dela que importava. Foi a ultima coisa que vi entes da queda, e tenho a impressão que a cada primeiro de abril, caio mais um pouquinho em meio aos arrependimentos. Talvez não pudesse fazer nada, não pudesse mudar nada, e nossas personalidades não combinam.
Mas ainda lembro dela sorrindo.

terça-feira, 30 de março de 2010

Muito mais


Quando tenho algo a dizer, me calo e foço naquele silencio, um discurso.
Nesse meio tempo, treino o choro, escolho em meio aos sinônimos, e deles faço uma fala tão longa e cheia de pedacinhos importantes, na cabeça fica uma coisa tão bem feita. Que nem acredito que fui eu que fiz. Por algum motivo, ao invés de falar, formulo, reviso e concluo discursos que falariam mais de mim do que todos os meus textos juntos. Mas não por eu falar de mim nos discursos... Existe mas de alguém, qualquer um, em uma intensão ou ideia. Do que num mundo de palavras de definição, assim se usam primeiras impressões!

?!

Ahhhhhh, não intendo nada!! Permaneço aqui, desenformadamente tranquila, mesmo sabendo que tem algo acontecendo. Ahhhhhhhhhhhhh , malita curiosidade, só quero saber um pedacinho, o resto não importa! Invento eu se for preciso, mas me polpe dessa curiosidade, é desumano, é cruel, e bem a sua cara!
Mas me polpe dessa coisa violenta, que me arranca do tranquilo "não quero saber", eu sei que algo esta acontecendo!Diga então o por que de não contar.
O reflexo, com meus olhos, importa mais que a luz natural. As consequências mais que os atos, o andado mais que o caminho inteiro. Inteiro me parece tão longe.

Foto

E tudo se resume aos olhos.
Entrada, janela e saída.
O que será agora, só depende da visão.

Dentro de tudo

Sei me esconder entre as vozes
Me camuflar sob meus feitos.
Sei fazer causas contadas, tão falsas quanto velozes
Tudo formado ao contrario, dos meus fracos e gritantes defeitos.

Colho de tudo que vejo, todo significado aos meus direitos

Assim consigo cavalgar junto as flores
não as machuco, não removo, não as piso.
Invento inúmeros amores.
Em todos penduro este guizo.

E quando dizem ser preciso
Viver do pensamento concreto
Prefiro ficar no prejuízo
Por esse meu estado incerto

Mas insisto em perder o juízo!
No lugar de pensar no correto.
Melhor viver do pouco riso
Sem luxo de caminho reto!

Nem penso muito no que existe,
Prefiro ficar quieta no meu canto,
Faz parte da vida ficar triste.
Ai ponho palavras, no lugar do pranto!

domingo, 28 de março de 2010

Juntas


Somos tão ingenuas, tão bobonas, que quando juntas só lembramos que somos felizes, juntas só rimos, só vivemos, só sentimos e pulamos, cantamos e esquecemos que vivemos nesse mundo. *0*
- O mundo não existe, só existe isso que vivemos, juntas.

E juntas, uma do lado da outra, esquecemos que já ficamos tristes! Juntas a tristeza não existe!

O que você gostaria que existisse?

"Uma coisa no universo, que fizesse todo mundo ser capas de ter um mundo, que cada um moldasse um mundo do jeito que você quisesse *0* isso seria perfeito! Ai mal, não faria mal à quem não quisesse, e as coisas boas estariam presentes em tudo, dependendo da vontade de cada um!" *-*

Conto: Pontinhos Brilhantes I

Suavidade

Andreia vivia num lugar estranho, no tipo de lugar que dizem que você tende ser normal, mas não dizem com clareza oque isso significa!
E ela era boa em compreender significados, pegar fragmentos e montar castelos que ali haviam antes...
Um dia foi mais alem, começou a inventar coisas que nem mesmo ela saberia classificar ou decifrar. Debruçou-se na janela olhou a distancia pequena dela para o chão e vicie-verça. Quase voou perante a seus olhos, mexia suas mãos pintadas com um esmalte vibrante, com uma suavidade comum. Como se imitasse o vento, de um lado para o outro, as vezes dava voltas. Atravessava o quarto, derrubava os papeis sobre a mesa e acabava deitada no travesseiro. Ela ria quase que euforicamente da imitação nada fiel a real movimentação do vento, já que o original não tinha o inicio na janela de seu quarto. Assim começou sua aventura, tardia se assim posso chamar.
Naquela tarde fresca, de brisa serena e cheiro de vida, Andreia inventou um alguém novo. Feito de magia, imaginação e do telefonema que recebeu de alguém real.
O nome era Levi, Andreia o conheceu num show da banda predileta, enquanto pulava, dançava e gritava a letra de todas as musicas da banda, foi ai que os olhos dele reluziram mais que os efeitos do show.
Ele dava um sorriso largo, enquanto olhava diretamente pra ela, e se divertia com a exaltação dela enquanto gritava e perdia a voz, em meio aos refrões, batidas fortes e psicodélicas. Quando ela percebeu eles já estavam um do lado do outro dançando e enlouquecendo juntos, e mais rápido ainda se envolvendo em calorosos e doces beijos casuais.
A musica sempre exerceu um efeito agitado nela, sempre que ouvia aquelas musicas que por mais gritadas, pesadas, ou mal feitas, o que muitas delas eram, pra ela, pareciam as coisas mais perfeitas do universo. E o universo seria perfeito se girasse, agisse, e todo e qualquer som que se pudesse ouvir, fossem aquelas musicas. E tudo que acontecia ao som delas, era mais perfeito ainda! Como os suaves beijos de Levi.

sábado, 27 de março de 2010

Muitas vezes me parece que arranco pedacinhos por onde eu passo. Assim, fica parecendo que nunca saio do lugar! O pior é que nunca percebo, e quando consigo, já é tarde.

Ar


São aqueles fragmentos pequenos, aquelas luzinhas brilhasntes. Que me fazem querer voar bem alto e devagar, ver cada pedrinha de cima, sentir cada cheiro de longe. Lembrar de tudo e viver apenas da lembrança, sentir os batimentos mais fortes, mais marcantes. Enquanto o vento me leva mais alto, e cada vez mais, pra perto de alguma coisa bonita. Marcante, ingenua e real!
Real assim, como se vivesse isso todos os dias!

Por culpa da beleza

Por muitas vezes me vi onde não estava. Me imaginei naquele espaço, percebendo e vendo tudo aquilo de dentro. Imaginei que se referia a mim, que falava comigo! Fui tão feliz só com as possibilidades. Fui tão feliz aqueles dias, mesmo não participando deles, é bom poder ser outra pessoa. Obrigado!
Anseios, temperados com receios, paranóias e outras dúvidas... dúvidas ~ ♪






Nada Além, Los Porongas

sexta-feira, 26 de março de 2010

Pois ai se vai a rua.
Rua que em frente,
Continua.
Ela para!
Esta só cabe em pensamento.
Sou uma pessoa melhor inventando, do que relatando os fatos. Por isso invento minha realidade usando coisas reais, presentes em mim, em você e em ninguém!
Sempre soube que era péssima em explicar as coisas, nunca fui clara o suficiente com as palavras. Quando me perguntão alguma coisa que eu sei, desejo que não soubesse, não sei explicar! E dizer que não sei, fica parecendo que não quero, e acabo não querendo.
Meu jeito de intender as coisas é único, fiz dele isso pra conseguir intender as coisas sem perguntar, e se explico do jeito que intendo acaba ficando ainda mais confuso, tanto pra mim quanto pra quem pergunta, e quem cai nessa armadilha acaba escutando, pensando e sai sabendo menos do que sabia antes.
Pensava que era porque não tinha paciência, mas vejo que oque não tenho é vocação.
Sempre soube que ia acabar no chão! E ainda assim, me atirei com vendas nos olhos do alto de precipícios. Mas juro, pensei que cair duraria MAIS... ~ ♪







Trabalhando Em Um Bom Título (mas, Que Não Seja Repetitivo), Dance of Days

quinta-feira, 25 de março de 2010

É bom saber que hoje, sou capas de escrever mais que lagrimas. Oque resumia meus textos antigos.
Rio e choro por saber que a tinta durara pra sempre, pois é essa minha vontade.

quarta-feira, 24 de março de 2010

"O Mal", existem milhares de definições do "mal", muitas até são normais libertadoras, boas a quem pratica .(?)

A tempos atrás


Quando pequena eu tinha medo do escuro, muito medo! Dessas que chora quando o luz apaga, só dormia com a luz acesa e não conciguia ficar sosinha. Fui criada desde que eu comecei a ouvir, ouvindo que tudo de ruim vivia e nascia da escuridão. E que esta, só servia pra que o mal abtace, vivece escondido, nas sombras menos espostas a existencia. Pois esse tinha medo da luz, que derrotava e prevalecia sobre ele, o mal!
Me disiam que ninguem precisava ficar no escuro, se fosse uma boa pessoa e a luz foi feita para todos que não fossem parte da escuridão.
Eu não sei se porque mereci, ou por que não perceberam, mas fui jogada no escuro e como muitas crianças que morrem por nada, e por nada pagão mil pecados , paguei e me senti culpada por estar no escuro, pois que este foi feito para o mal! Nessa época, não sabia nem oque isso significava! Sofri no escuro o mal da culpa, por não saber oque acontecia, só sabia que oque me dava mais praser, foi a principal arma que usaram pra que eu, escorregace e caisse no poço, aquele mesmo poço de lagrimas .
Meu maior erro enquanto no fundo?
Não contar as lagrimas, sendo que elas juntas hoje, dariam otimos textos. Oque na época, não sabia eu, seriam a escada pra sair dele, do tal poço. Cai no poço apenas por ser filha do descaso, da desenformação, abandono, mesmo que involuntario. Me condenaram sem saber, sem perceber, a punção e graças a isso hoje sonho com um lugar em quem crianças como eu fui, crianças afundadas. Possam encontar a poção milagrosa que as de o dom de brilhar naquela escuridão aterrorizante. Pois que não é muito dificil e assim não precisem crescer tão rapido, ou devagar. Quando eu era pequena ouvia muita coisa, mas nunca tive a oportunidade de falar, então me calei e me acustumei com o meu silencio, fiz do ato da mudez parte de meu espirito. E as vezes sinto um pedaçinhu dele gritando " Cale-se! ".
Desde pequenininha, ouvia de algum jeito, com alguma voz, que não tinha direito a luz, que deveria cair no escuro, e dele não nascer nada alem de triztesa e desgosto. Sai pelo mundo e sempre ouvia as mesma coisas, e sem intender nada, intendia sempre as mesmas coisas sem mudar a reação, o rumo! E acabou derrubando tudo, dês das perdras até o barro.
Quando minha fé era viva, ela sempre embalava meu sono, me fazia esperar, com esperança, antes de sair correndo com medo e friu, mais sempre me disse que tinha cara de melancolia, e depois do sono vinha a decepção, a angustia, predestinação! Quase agora, percebi que sempre andei em volta de um poço, brincando sosinha e desde pequena, as mesmas brincadeiras. E passei a brilhar só quando ao invez de cair, me joguei, me machuquei, feri, destrui. Apartir do primeiro dia, brilhar pra mim nunca foi tão estraordinario, já que qualquer um que tem chama, brilha incondicionalmente, acho até engraçado dizer que meu brilho só existe no escuro, e aqui a meu ver, sou extraordinaria!

segunda-feira, 22 de março de 2010

- Fala !


- Sopra!
Ventila e enche tudo, corre num ponto mudo.
Rápido o bastante pra permanecer parada, e voa, pra onde não se sente acuada.
Procura o silencio e ache a si mesma.
Sosinha, parada, soprando, moldando um caminho que leva pra longe, e preservando num vidrinho.
Descobrindo os bilhetes, escrevendo macetes, embrulhando os presentes e pedidos carentes.
- Toma!
Pega todo pedaço, varre pra baixo da estante.
Bem debaixo da toca do gigante, cai e olha pra cima.
Vê oque tem encima, e tenta não lembrar daquelas musicas, não querer pular mais alto. Tenta não dizer de novo, que te roubaram algo e você não sabe oque!
E faz desse ato, uma historia diferente.

domingo, 21 de março de 2010

Time will help you through, but it doesn't have the time. To give you all the answers to the never-ending why... ~♪



Axo lindo, Clipe + Musica + Voz do Brian *-*
Meu Placebo diario!

Que vergonha ... D:


Por que eu rio? Tanto a dizer, mas nenhuma palavra vem...
Quando me perguntão, mesmo com a resposta na ponta da linguá, permaneço com cara de boba e balanço a cabeça com respectivos "sins e nãos". Ai quando sozinha, rio porque não disse oque queria. Rio por pena, por ódio, vergonha! >.<
Não que eu seja tímida, as vezes me sinto meio babaca! Só não consigo dizer oque eu penso quando sinto que tenho que dizer. Me mantenho no controle! (?)

De qualquer jeito me desculpem se não respondo... Só tento preservar o ato da fala, sem obrigá-los a ouvir a resposta, desnecessária e enrolada! Nunca me achei boa em avaliar, oque acho eu, é mas parte de alguem do que todo o conjunto dele. *0*

Um dia


Algumas promessas só foram feitas pra serem adiadas, um exemplo fiel disso são as promessas que fazemos a nós mesmos. Se uma promessa é feita, é porque tem chance de que a realização desta não seja possível. Pois que, se foce possível no momento jamais se fariam promessas!
No caso das promessas que fiz a mim, adiá-las não decepcionaria ninguém, pois que a única prejudicada sou eu. E o pior de uma promessa é a chance de prejuízo, então uma promessa se torna uma obrigação, já que foi feita inicialmente por estarmos impotentes no momento, e dessa impotência invés de lagrimas nasceu uma promessa.
Ouvi muito que não cumprir uma promessa "demonstra falta de caráter", mas todos os que me disseram isso, aposto eu, que adiaram milhões de promessas por cumprir. Tanto a eles quanto a crianças que hoje são adultos, as vezes eles foram as crianças, crianças sem caráter!
Quando se promete algo a si, quer dizer que não podemos fazer nada por nós agora. Se eu adio oque não poderia fazer antes, quando vou fazer alguma coisa? Preguiça, medo, ou apenas impotência? Talvez seja só falta de tempo, vontade, ou oportunidade. Isso eu nunca eu vou saber! :3



Foto da Tata *-*

Percepção


A impressão é o melhor da vida, não a primeira mas a total impressão das coias. A sensação de conhecer sem estudo, de saber dique se trata mesmo sem saber que se trata de algo. A sensação aquela maligna, que te faz olhar pros lados, pensar duas vezes. Ai você amassa e faz de novo,faz melhor, pelo menos é essa a impressão. Quando você pisa em uma pedra, e pensa que é um prego, mas sabe que é uma pedra justamente pela impressão.
Em lugares onde só isso conta, quem se diz atento e se faz presente em tudo que tem, deixa passar o mais concreto da vida. Já que as impressões foram feitas pra quem imagina, quem não sabe de nada, só presume. Tá ai um jeito de ver o mundo inteiro, é fácil quando se tem a impressão, de que só o seu importa.

sábado, 20 de março de 2010

Mas um pensamento mudado!


Por dias pensei que uma amizade era baseada em intendimento. Pensei que deveria procurar quem me intendesse, para que quando sem querer eu deixar ela confusa, não me irritasse com a falta de compatibilidade. Foi com os amigos que aprendi que nem tudo precisa ser igual, e tem quem ache graça em suas piadas. E esses não me fazem chorar, quando sem querer desentenderam tudo que eu disse. Aceitam oque eu falo, pois não precisão intender, apenas escutar. Escutam como ninguém poderia fazer igual, quando querem pedem explicação e religam os fios cortados, mas são amigos.
Tem a mesma e doentia mania de querer "você só pra mim", e fazem disso o motivo pra viver, e fiz disso meu motivo maior!
Mesmo um brigando pelo oque o outro ri, faz chorar de alegria e grita para que deem risada sem motivo. Frases sem intender, giros infantis e aliviadores, que quando problema, não resolve, faz esquecer que é melhor. Faz rir dos motivos pra chorar e chora, por lembrar de quem faz rir!
Por muitas vezes tentei dizer a elas oque sentia quando juntas, disse por palavras, por feitos, disse por olhares, até por lagrimas. Mas nada transmite melhor oque eu procuro, que a presença. Seja delas ou minha, seja na minha frente ou no pensamento, a presença que me faz feliz. Pois que mesmo quando falta, quando tenho a presença tudo é completo, e é como se sempre fosse. Porque intendemos o incompreensível uma na outra, e reconheço que oque define a amizade não é o intendimento. Até hoje nunca tentei intender nenhuma delas!
Oque as defini como amigas foram os olhares, foram os gestos, as vozes, as palavras, a presença. E tudo aquilo que não conseguimos intender, e intendemos como tudo que importa!
E é por que oque importa são elas, que sou feliz mesmo quando estou dormindo, e mesmo quando não estou feliz. Afinal o dia só é dia, só importa, quando passo o dia com elas!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Falta de escola \o/

Hoje não teve aula!!! \o/ E a felicidade tomou conta do meu ser. Só o fato de eu não enfrentar mais uma vez, duas horas de ônibus, ida e volta, já me valeu o fim de semana. Hoje gastei minha felicidade em duas horas pulando e incomodando vizinhos com meu amado Dance of Days *---*... Agora não tenho nada pra fazer, então vou tirar o ausente do msn e voltar a minha vida normal . (?)
Agora que minha felicidade do dia foi gasta, e junto dela foi a voz, posso sentar por mais 10hs sem pensar em chocolate, alem de só fazer a lição de filosofia segunda antes de ir pra escola \o/, sempre na ultima hora como sempre!

Agora quero que chegue até sábado logo *0*, tem cinema com a Tata!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Resumo


Da uma vontade enorme de começar a rir ... Rir e dizer rindo alto.

- Eu, se quisesse, faria muito melhor. Olha que eu nem sou tão boa assim.

Talvez assim que avalio oque é bom e oque não é, tudo se resume a se eu faria melhor ou pior! Tudo se resume a mim!

Tempos atrás adquiri o dom de segurar lagrimas, um jeito magnifico de chorar sem que percebessem quando ou porque, fiz até pensarem que era engraçado, e riam, muitas vezes agiam como se eu não chorasse. Então me senti realizada, até um certo ponto posso me considerar um gênio, já que isso é uma das maiores invenções do mundo moderno. E estendi tal ferramenta a mim mesma, hoje até eu rio quando choro, e as vezes consigo não notar ou ver! Graças ao dom que recebi da vida, essa curta que dizem " não deu pra aprender nada ". Sou por horas invisível a mim mesma!
A cada frase que leio vem algo tão bonito na cabeça... Um final pra historia, mesmo desconhecendo o fim. Jamais comecei um livro pensando no fim, esse que muitas vezes é oque interessa. Odeio o final das historias, prefiro o decorrer, e repetir as frases iniciais como se fossem as únicas palavras a serem lidas, como se fosse oque importa, como se fosse o fim. Faço então a invenção de um final a importância de ler o livro...Por isso não leio muito, tudo que começa termina. E aquela sensação, minha desculpa, como fica quando o livro acaba?
Não acaba, de todos os livros que li, poucos, de nenhum me lembro o fim, as vezes até esqueço o nome! Mas lembro de todas as frases importantes.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Ouço


As vezes penso ouvir meu nome, naqueles sons irreconhecíveis. Daqueles suaves como se foce uma voz doce que ninguém ouve, nem presta atenção. Como se alguém me chamasse de longe, e pedisse pra prestar mais atenção nas vozes...
As vezes me assusto quando ouço meu nome, é normal para aquelas pessoas que não tem nada haver com o nome que receberam! Quando ouço meu nome com aquela voz doce que não existe. É quando tenho certeza que ele não tem nada haver comigo, mas de algum jeito é reconfortante.
Dês de pequena, não sei se porque quis ou por ser inevitável, sempre me dei um nome diferente. Um que se encaixava em mim, e que não assustava quando dito alto e claro. Pois que aquele era quem eu queria ser quando me imaginava no futuro, e hoje estou eu aqui, com o mesmo nome, mesmo significado, mesmo ambiente. Ouvindo todo dia me chamarem e reconhecerem por todo aquilo que não sou. Mas aquela voz me conforta.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Repetições


Exercitando meu egoismo, com olhos secos e doloridos. Vi que alem de "tal" sou frágil e inquieta.
Dessas que se o vento vem e derruba, morre, renasce e grita! Diz coisas tão concretas quando desnecessário, e quando se explica, só sai groselha.
Descobri que exercitando meu egoismo, fiz de mim mais do que sou ou pareço.
E é desse exercício, que se fez a fragilidade.
Hoje depois de tudo que acontece, respiro pouco e gasto oxigênio com bobagens. Do tipo que depois de um tempo passa. E oque estava antes de respirar, já não é visto do mesmo jeito.
Percebi que me exercitando, ficando frágil e inquieta. Não adianto nem volto, e aquela respiração continua pouca e frustrante. Por maior que seja a quantidade, sempre arrumo problema e o resolvo, mesmo desnecessário.
A menina frágil e inquieta, quando doente não presta atenção nas coisas. E vem o vento, a derruba e ri. Enquanto ela respira, levanta, e repete todos os passos.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Doente D:

Meus pensamentos perderam a atenção.
A dor prevaleceu.
Dor concreta que se cura com remédio e atenção.
Pobres deles, perderam a atenção pra dor!
E me fizeram mudar de ideia em relação a mim...
- Só falaram comigo porque tinha cara de doente, e não sabiam que eu falo de mais!

Amanhã não falaram mais, quem fala sou eu. E meus pensamentos terram a atenção devida depois. Quando curar a coriza e eu não pensar mais em como chegar na cama.

Engraçado... Quando não posso falar todo mundo quer ouvir ! :3
De que vale guardar tanto segredo, se ninguém se interessa por tudo o que você pensa ter de melhor nessa vida? É só mais um dia comum! Em que o céu desaba, e estrelas de lata ferem nossas mãos, é só outra ambição. À ser cultivada e depois destroçada. É só outra ilusão. Me diz pra que então!? Pensar não ser água e tentar inflamar nossos corpos em vão. Me diz qual a razão, de cultivar a estrada quando sei que nada nasce de nossas mãos?!~ ♪

Um dia comum, Dance of Days

terça-feira, 9 de março de 2010

Hoje.

Chego da escola, cansada, o peso de duas horas de ônibus nas costas, nos braços, pernas cabelo e roupa. Sem contar aquele peso da escola.
Me jogo na cama da minha mãe...

Mãe| - Filha como foi a escola?

Eu| - Uma merda!

Mãe| - Não diz isso menina!

Eu| - Então por que perguntou, se não queria a resposta!?

... Silencio...

Mãe| Isso é normal, você se acostuma.

Eu| - Não me acostumo não, me recuso a me acostumar com oque não me faz bem. Aguento, mas não me acostumei, nem vou acostumar!

... Silencio...

E o silencio continua.

Amo estudar| Odeio a escola!
Dia cansativamente confuso!
Não senti angustia nenhuma, só a ausência angustiante de que algo ia dar errado... E deu, mas já havia gastado minha cota de preocupação de hoje. Então permaneci estática.

domingo, 7 de março de 2010

Ela


Quando pequena via ela como uma boneca, gostava de dizer oque ela devia vestir e quase sempre me vestia igual.
Hoje em dia ainda visto ela, ela pede minha opinião como se pedisse a de um especialista. E se especializou em mim.
Não importa se for pouco, se tiver algo errado ela descobre. Fica quieta mas sabe, vê as lagrimas antes que se formem. E se sente mal, mesmo me fazendo mais ainda.
Nesses dias de chatices, sinto angustia por ela!
Medo de que tudo aquilo que me fez mal, faça a ela pior. E se isso acontecer jamais me perdoarei, mesmo não dependendo de mim. Só o fato de saber que ela, é a melhor de nós duas. Já odeio a tudo e todos quando vejo que ela não esta feliz. Sempre quis que ela foce melhor, e ela é!

sábado, 6 de março de 2010

Uma  vez que já pensei em resolver meus problemas, ninguém poderá dizer que não tentei!

Barulho!


Fiz da minha vida um dramalhão!
Enfeitei no mais ridículo dos feitos, a tristeza.
Coloquei na mais simples das coisas, tragedia!
Chateei, iludi, disparei bala a bala, uma por uma.
Nada menos que água suja.
Bordei almas ansiosas, onde não havia mais que mimo!
E hoje,
Se disse por egoismo ser doença.
- E a cura?
Gritarei a quem desejar ouvir, que ser curada não resolve!
Pois que vivo do exercício do egoismo.
O que sera de mim sem o que quero?
Quero! Quero! Quero agora!!
E saber que choraria,
Se isso me fizesse voltar ao que perdi.
Voltaria aquele dia pra meu desespero!
Ao calar mais um grito desfocado, abafar o dia em que escolhi o egoismo.
Mesmo me parecendo atraente a derrota.

- Oh! Ai vem dor no peito!

Mais

quarta-feira, 3 de março de 2010

Rumo ao dia que determinara minha vida... Ou não!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Não quero mais!


Essa época é sempre marcada por medo, todo ano nessa época acontece o pior. Morro de medo, é a mais cruel de todas, porque não acontece nada de muito grave. E o quanto melhor for a época, mais assustadora a prossima sera! Geralmente as coisas ruins acontecem depois, quando isso passa e fico bem de novo. Mas essa sempre é a pior época, é a mesma coisa todo ano. Me pego pensando nas mesmas coias características da época, acabo sofrendo as mesmas decepções características da época. Acaba sendo a mesma frequência, mesmo ar, uma repetição absurda e enlouquecedora. E tudo culpa da época, tudo minha culpa! Ainda sou capas de aguentar. Mas sera que preciso sentir a época? Posso até fingir que ela já foi, pular essa etapa, burlar minha consciência e viver outra parte desse repetitivo e previsível ano. Não quero a dor dessa época, queria deixa-la para o fim. Passar todo o resto antes e deixar para enfrenta-la mais pra frente quando já estiver acostumada com o ambiente, e saber que não é o começo, é o fim. Não quero mais sentir medo dessa época, afinal é só uma época, um tempo que passa rápido e logo. Talvez isso o torne tão insuportável.

Transformação


Um dia, tudo que entrar na minha cabeça vai sair doce. Não o tipo de doce enjoativo, que se você come um ou dois, não quer mais. Vai ser o doce predileto, aquele que quando você provou da primeira vez, quis viver só daquilo pelo resto da vida! Sentir a mesma sensação pra sempre.
Um dia, minha vida vai ser doce, e falar de mim não vai me parecer egoismo. Nem vou ver o mundo menos doce que minha vida. Essa sim vai traduzir a definição de doce, e transbordar em litros dependendo do tamanho da minha vontade. E nesse dia sim, vou ter vontade de e o poder de transformar minha realidade em puro e maravilhoso doce!
Talvez intendesse todo se eu não usasse tanto a palavra "talvez". Imaginar como seria esplendido o mundo sem ela, só me deixa um sabor na boca. O da possibilidade de não ser, talvez.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Foi incrível! Senti a musica, senti as notas todas sem exceção. Dancei em pensamento, e foi a melhor dança! Vivi as historias, cantei meus sentimentos e vi que é tão belo quanto parece... Ahhh Como é bom estar livre!! Mesmo que por pouco tempo. Mas me consolo em saber que me livrarei sempre que quiser, e tocar aquela mesma musica. Pra sentir todas aquelas sensações!

O que Impede?


E se não poupasse mais quem deve saber e dissesse o que escondo com todo a fracasso existente em mim. Se fingisse que não intendo pelo o que estou passando... Será que tenho chances de ajuda?
E se continuasse mentindo, fingisse que nunca pensei nisso e nem vou pensar. Mudaria alguma coisa... Talvez se me poupasse de mim mesma, e entregasse aos outros a missão de me dar um motivo maior, poderia pedir ajuda? Mesmo sabendo o que devo fazer! E se ouvir com outra voz, outro olhar, mudasse o jeito de ver as coisas. Acreditaria que isso é possível, e que o que eu digo tem sentido? Se acreditasse que as coisas que eu digo não servem apenas pra me manter calada. Sendo isso a única coisa que eu fiz até hoje. Disse, disse e não falei nada. Não ouvi nada! Disse sem ouvir.
Talvez se aceitasse o que tenho a oferecer, a palavra "potencial" não seria tão dolorosa quanto "fracassada".
Ah, se não me achasse mais do que sou, saberia aprender ouvindo.
Reconheço que se o que me disser não tem efeito, e a culpa não é sua.
Saber quando uma presença te faz mal. Não é o mesmo que saber quando faz bem.